"Depois da bonança vem a tempestade", avisa Ricardo Gonçalves no congresso do PS
Críticas à atual direção dos socialistas e ao Governo foram feitas pelo o ex-deputado no final do primeiro dia do 23ª Congresso Nacional do PS.
O ex-deputado socialista Ricardo Gonçalves advertiu este sábado que a seguir à bonança vem sempre a tempestade, numa alusão à atual situação interna do PS, e criticou António Costa por governar sem reformar o país.
Estes avisos e críticas à atual direção dos socialistas e ao Governo foram feitas por Ricardo Gonçalves já na reta final do primeiro dia do 23ª Congresso Nacional do PS, com a sala praticamente vazia.
Ricardo Gonçalves, da Federação de Braga, que apoiou a anterior liderança de António José Seguro e que é próximo de Francisco Assis, falou de um congresso que está a ser marcado por "muita paz", em que são apontados quatro potenciais candidatos à sucessão de António Costa: Fernando Medina, Ana Catarina Mendes, Pedro Nuno Santos e Mariana Vieira da Silva.
"Nos congressos do PS, a seguir à bonança costuma vir a tempestade, com a substituição dos líderes", disse, antes de fazer uma graça ao referir-se a uma possível pré-reforma do atual secretário-geral do partido.
"António Costa não deixa outros substituírem-no porque sabe que com as reformas antecipadas perde-se muito dinheiro", disse.
Mais a sério, o ex-deputado do PS criticou António Costa por governar "mas não reformar o país" e por ter feito lobotomia com Portugal, dividindo entre esquerda e direita.
O Governo "tem de arranjar maneira de se entender com o PSD. Esta divisão do país que faz com que os extremos políticos sejam uns fanfarrões", sustentou Ricardo Gonçalves, que também advertiu que sem reformas o dinheiro dos fundos europeus vai perder-se "uma vez mais".
Apesar de ter sido criticado, António Costa sorriu e até bateu algumas palmas no fim do discurso do ex-dirigente socialista da Federação de Braga.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt