Ex-ministro arguido nos vistos gold

Processo Labirinto na reta final.

08 de setembro de 2015 às 01:30
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Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna, vai ser constituído arguido no processo dos vistos gold. O ex-governante, deputado cessante do PSD, já viu a sua imunidade parlamentar levantada e será constituído arguido por prevaricação e tráfico de influências. O ex-ministro deverá ser acusado no processo que está a chegar ao fim. A acusação deverá ser deduzida nos primeiros dias de novembro, quando faz um ano que a operação aconteceu.

O antigo ministro foi apanhado em escutas telefónicas durante a investigação. Falava com regularidade com Manuel Jarmela Palos, diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; e António Figueiredo, presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN). A prisão de ambos levou Miguel Macedo a demitir-se, garantindo que nada tinha a ver com as suspeitas. Jurou inocência, mas explicou que saía para não prejudicar o Governo.

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No âmbito desta operação – que a PJ batizou de ‘Labirinto’ –, investigava-se a atribuição de vistos gold. Há indícios de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influências. É ainda arguida a ex-secretária-geral do Ministério da Justiça Maria Antónia Anes, o sócio-gerente da empresa JMF Jaime Gomes e os funcionários do IRN Paulo Eliseu, Paulo Vieira, José Gonçalves e Abílio Silva.

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