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Macedo arguido por ajudar amigo

Ex-ministro da Administração Interna já pode ser interrogado.

03 de julho de 2015 às 01:45

Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna e deputado do PSD, perde esta sexta-feira a imunidade parlamentar, após a votação em plenário, para ser interrogado pelo Ministério Público e constituído arguido no caso ‘Vistos Gold’. O ex-governante é suspeito de três crimes de prevaricação de titular de cargo político e um de tráfico de influências, por tentar obter vantagens e ceder informação sobre um concurso, antes de ser público, ao arguido Jaime Gomes, ex-sócio e amigo.

As suspeitas do Ministério Público, revela o despacho, apontam que Macedo terá ordenado ao então diretor-geral dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Palos – arguido no processo –, que nomeasse um oficial de ligação em Pequim com o objetivo de satisfazer interesses lucrativos dos também arguidos Jaime Gomes, António Figueiredo, ex-diretor do Instituto dos Registos e Notariado, e de um intermediário chinês, Zhu Xiaodong.

Aponta-se ainda a suspeita de favorecimento na emissão de vistos para tratamento médico com a firma Intelligent Life Solutions-Produts, onde esteve o arguido Jaime Gomes. Eram cidadãos líbios.

Macedo, que esteve ontem no Parlamento, mas evitou os jornalistas, já tinha pedido para lhe ser levantada a imunidade. Agora, está fora das listas às legislativas por opção.

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