“Foi um grande erro termos aberto as portas”: Passos Coelho defende novo modelo de imigração

Antigo primeiro-ministro defende modelo que integre e “não levante problemas de instabilidade social”.

01 de março de 2026 às 01:30
Pedro Passos Coelho no quinto aniversário do Instituto Mais Liberdade Foto: José Sena Goulão/Lusa-EPA
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Pedro Passos Coelho defendeu este sábado que o País precisa de compensar o envelhecimento da população e as baixas de natalidade “com gente que venha de fora”, mas considerou que “foi um grande erro termos aberto as portas à imigração, como o fizemos, nos termos em que o fizemos”.

“Vamos precisar de gente que venha de fora, senão isto não vai funcionar. Portanto, precisamos de ter um modelo que funcione, que permita integração, que permita assimilação, que não levante problemas de instabilidade social, nem de insegurança publica”, alertou o antigo primeiro-ministro, no quinto aniversário do Instituto Mais Liberdade, no Museu do Oriente, em Lisboa.

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A crise demográfica espelha-se na sustentabilidade da Segurança Social. “Andamos há anos a contar uma historia da carochinha às pessoas. E eu acho que isso, mais dia menos dia, vai acabar mal [...] Já se sabe que vamos ter mais encargos do que receitas nos anos 30 e em parte dos anos 40. Podemos usar uma parte do Fundo de Equilíbrio Financeira para financiar a diferença, mas não o podemos fazer o tempo todo. A demografia, só por si, mostra que o modelo que temos não funciona, quando estamos a caminhar para um ativo por cada pensionista. [...] Mesmo que financeiramente venha a ser sustentável daqui a 25 anos, que será, não será socialmente sustentável porque as pessoas não vão poder viver com as reformas que vão receber. E, portanto, vão bater à porta do Orçamento do Estado, pedir complementos”, avisou Passos.

O antigo líder do PSD disse que os jovens “já perceberam isso e nem sequer tem uma grande expectativa”. O problema, alertou, “é das pessoas na média idade, a quem já é difícil dizer ‘olhe que isto vai mudar tudo’”. O social-democrata, que vê o assunto como uma reforma prioritária, atirou ainda: “Não sei o que atual Governo diz sobre isso, porque ainda não o ouvi, mas este problema existe e convinha começar a tratar disto”.

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