Governo anuncia que 73% dos exames nacionais distribuídos estão corrigidos
Leitão Amaro afirmou que o Governo não tomou qualquer decisão sobre alterações de prazos ou de calendários.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que 73% dos exames nacionais distribuídos para classificação estão corrigidos, um "progresso significativo" entre quarta-feira e esta quinta-feira.
Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, questionado pelos jornalistas sobre o processo, envolto em polémica, Leitão Amaro garantiu que resolver o problema é uma preocupação do Governo e que há "empenho total" no sentido de "cumprir prazos".
Questionado sobre se o calendário de acesso ao ensino superior poderia ser alterado, ou se haveria compensações às famílias, Leitão Amaro afirmou que o Governo não tomou qualquer decisão sobre alterações de prazos ou de calendários.
"Neste momento o foco total é fazer evoluir os processos em curso, o ritmo de correção está a crescer significativamente e não chegámos ainda ao prazo legal", disse.
Leitão Amaro aludiu às dificuldades em relação aos exames que não foram ainda distribuídos, por razões diversas, e disse que estão a ser reforçadas capacidades e apoios de serviços para ultrapassar as restrições.
O esforço, sintetizou, está concentrado em cumprir o que neste momento está definido como prazos, pelo que não há decisões sobre alterações ou compensações.
"Neste momento o ritmo de correção está a crescer significativamente e não chegamos ainda ao prazo original", que é a próxima sexta-feira, salientou o ministro, que falou em "acelerar o processo" quanto às provas não distribuídas, um grupo de 7%.
Leitão Amaro enfatizou a "preocupação e sensibilidade total" do Governo para o tema e acrescentou que o ministro da Educação estará disponível para esclarecimentos na Assembleia da República, assim que haja compatibilidade de calendários.
Afirmando não querer desvalorizar o problema o ministro disse que todos os anos, em todos os processos de correção, há problemas, para os quais há sempre redundâncias.
Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais dos 11.º e 12.º anos, que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da primeira fase assim como o calendário das provas da segunda fase.
Os professores terão até 14 de julho para classificar as provas, em vez de até ao dia 10, mas têm surgido alertas de várias entidades de que os quatro dias não serão suficientes.
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