Governo diz que indemnização de Secretária de Estado é transparente e não é caso único

"A trabalhadora saiu de uma empresa com uma indemnização calculada pelo salário mais baixo da empresa", disse Leitão Amaro.

19 de abril de 2024 às 13:08
Conselho de Ministros Foto: Filipe Amorim/Lusa
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O Governo respondeu, esta sexta-feira, em Conselho de Ministros, à manchete do Correio da Manhã e afirmou que a indemnização que a atual Secretária de Estado, Cristina Pinto Dias, recebeu é transparente e não é um caso único. Leitão Amaro, que defendeu que "não há comparações" entre a indemnização recebida pela atual secretária de Estado da Mobilidade quando saiu da CP e "outras situações" dizendo tratar-se de um programa "aberto durante quatro anos" e que abrangeu 400 trabalhadores."Não há comparações possíveis quanto a cenários discutidos no passado", disse, numa alusão implícita ao caso da ex-administradora da TAP Alexandra Reis, que recebeu cerca de meio milhão de euros, caso que acabou por provocar a demissão do anterior Governo do ex-ministro das Infraestruturas e atual secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos.Leitão Amaro disse que Cristina Pinto Dias "saiu de uma empresa com uma indemnização calculada pelo salário mais baixo da empresa. Tinha 18 anos de casa, perdeu 18 anos de integridade e perdeu o direito de regressar à empresa onde estava".O ministro da Presidência referiu ainda que a decisão do momento foi a que mais serviu na imparcilalidade da gestão pública e independente.Recorde que o CM noticia hoje que Cristina Pinto Dias saiu da CP, em 2015, com uma indemnização de quase 80 mil euros e foi ganhar noutra entidade pública um salário e despesas de representação de 13 440 euros por mês.

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