Governo "fará tudo" para melhorar participação eleitoral da diáspora

Paulo Rangel afirmou que o voto eletrónico não garante "toda a fiabilidade".

20 de março de 2026 às 18:09
Paulo Rangel Foto: Duarte Roriz/Medialivre
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, garantiu hoje, em Paris, que o Governo "fará tudo" para melhorar a participação dos emigrantes portugueses nas eleições, enquanto afirmou que o voto eletrónico não garante "toda a fiabilidade".

"Nós faremos tudo o que está ao nosso alcance para melhorar a participação" da diáspora nos atos eleitorais, disse hoje o chefe da diplomacia portuguesa, após uma visita ao Consulado-Geral de Portugal em Paris, quando questionado sobre dificuldades na votação nas eleições presidenciais.

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A introdução do voto eletrónico, admitiu, "tem estado muitas vezes em consideração, mas não tem avançado" principalmente por causa da segurança.

"Quando se fala de voto eletrónico há uma questão, hoje, com os ciberataques, com as interferências que há de todo o tipo", que dificulta ter "sistemas eletrónicos que garantam toda a fiabilidade", referiu.

"Nós não podemos, em caso algum, arcar com a reputação de que as comunidades foram envolvidas numa fraude eleitoral. Isso é que não pode acontecer. Isso seria tremendo, portanto, é um ponto que para o qual temos que olhar com atenção", argumentou Paulo Rangel.

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O ministro acrescentou: "Não há sistemas à prova de bala, mas o sistema de voto presencial tem uma fiabilidade que mais nenhum tem. Isto é uma verdade".

Rangel recordou que a experiência do voto em mobilidade nas eleições europeias de 2024, permitiu dar "alguma segurança quanto a questões que as pessoas diziam que seriam muito difíceis do ponto de vista da segurança do processo".

O ministro ressalvou ainda que esta é uma matéria de competência exclusiva da Assembleia da República.

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"O Ministério dos Negócios Estrangeiros tem aqui uma função que é de muita proteção e preocupação com as comunidades portuguesas e com a sua participação a todos os títulos cívico, mas também eleitoral. É obviamente um momento importante da vida e da nossa relação com as comunidades e as comunidades com Portugal", salientou.

"Nós estamos a acompanhar isso e estamos sempre a tentar encontrar soluções. Não há dúvidas sobre isso. Agora, evidentemente que é uma questão tão delicada e tão sensível que tem que ser feita com muito cuidado", disse ainda.

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