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Cabo Verde alerta que caução imposta pelos EUA compromete mobilidade com a diáspora

Governante destacou que existe uma "grande mobilidade de cabo-verdianos que viajam para os Estados Unidos a férias ou a negócios".

08 de janeiro de 2026 às 18:02

A secretária de Estado das Comunidades de Cabo Verde afirmou esta quinta-feira que o país quer sair da lista de cauções dos Estados Unidos para pedidos de visto, considerando que esta medida compromete a mobilidade com a diáspora.

"Não queremos continuar nessa lista porque compromete a mobilidade de Cabo Verde com a sua grande diáspora nos Estados Unidos", afirmou Vanusa Barbosa, em declarações à Agência Cabo-verdiana de Notícias (Inforpress).

A governante destacou que existe uma "grande mobilidade de cabo-verdianos que viajam para os Estados Unidos a férias ou a negócios, mas também de outros que visitam o arquipélago".

"Queremos que esse fluxo continue nos dois sentidos, de ida e volta, e vamos trabalhar com a nossa comunidade para ouvir as suas preocupações e reforçar a importância de cumprir as regras", acrescentou.

Vanusa Barbosa adiantou que, durante a sua visita aos EUA, prevista entre 14 e 19 deste mês, irá dialogar diretamente com emigrantes cabo-verdianos para não serem infringidas as leis do país e, assim, permitir que Cabo Verde saia da lista o quanto antes.

Na quarta-feira, num comunicado, o Governo cabo-verdiano lamentou que os EUA passem a exigir caução a quem pede visto, mas responsabilizou os cabo-verdianos que excedem os prazos de permanência, apelando ao cumprimento das leis norte-americanas.

Cabo Verde apresenta uma taxa de 'overstay' (permanência além do tempo permitido) de 13,26%, um agravamento face a 2013, quando era de 12,41%, números superiores aos de vários outros países, segundo o Governo.

Na terça-feira, a administração norte-americana incluiu Cabo Verde e Angola numa lista de 38 Estados (já com Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe), cujos cidadãos que viajem a negócios ou turismo (vistos B1/B2) terão de prestar caução até 15.000 dólares (12.876 euros).

Os Estados Unidos são um dos principais destinos da diáspora cabo-verdiana e o arquipélago vai disputar, este ano, o seu primeiro Campeonato do Mundo de futebol em solo norte-americano.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, já tinha ordenado anteriormente a proibição total de entrada nos Estados Unidos para cidadãos de vários países, incluindo Afeganistão, Haiti, Irão, Síria, Sudão e Somália, entre outros.

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