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Atualizado a 07 de janeiro de 2026 às 07:30

Trump exige que Venezuela corte relações com China, Rússia, Irão e Cuba

O que sabemos até agora:

- O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ataques contra alvos da Venezuela, incluindo militares, numa ofensiva contra o regime de Nicolás Maduro;

- O Governo de Maduro denunciou uma "gravíssima agressão militar", em comunicado oficial, e foi decretado o estado de emergência no país;

- O presidente da Colômbia veio reagir ao sucedido e pediu uma intervenção imediata da ONU;

- Nicolás Maduro e a mulher foram capturados em Caracas e levados para Nova Iorque, onde vão ser julgados por narcoterrorismo.
Hoje às 07h28

EUA agradecem ao Equador por apoiar "combate contra narcoterrorismo"

O Governo dos Estados Unidos agradeceu na terça-feira ao Equador por colaborar no "combate contra o narcoterrorismo", durante uma conversa por telefone entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente equatoriano, Daniel Noboa.

Rubio agradeceu a Noboa por comprometer-se em manter a segurança regional, de acordo com um comunicado emitido pelo Departamento de Estado norte-americano.

O responsável forneceu detalhes sobre a operação militar em Caracas, que resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores, que foram levados para território norte-americano, onde estão a ser julgados por um tribunal federal em Nova Iorque.

Hoje às 07h27

Jornal do Partido Comunista Chinês adverte para "grave erosão" da ordem internacional

Um editorial de um jornal do Partido Comunista Chinês advertiu esta quarta-feira que a operação militar dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente venezuelano, representa uma grave erosão da ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

O Global Times denuncia a "subversão dos princípios fundamentais do direito internacional", incluindo a igualdade soberana, a não-ingerência nos assuntos internos dos Estados e a proibição do uso da força, ao permitir que "certos países decidam unilateralmente quem é culpado, quem deve ser punido e de que forma"

"Se tais práticas forem toleradas, o direito internacional será reduzido a uma ferramenta aplicada seletivamente, e o mecanismo coletivo de segurança estabelecido pela Carta das Nações Unidas será esvaziado", lê-se no editorial.

Hoje às 07h23

Líder interina da Venezuela nomeia especialista em economia como vice-presidente

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou na terça-feira um ex-diretor do banco central venezuelano como vice-presidente responsável pela economia, cargo que constitui uma prioridade para a administração.

Trata-se da primeira mudança anunciada por Delcy Rodríguez desde que assumiu o cargo, após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Além do cargo de vice-presidente, que a colocava em primeiro lugar na linha de sucessão, Rodriguez também era a principal chefe da economia, além de ministra dos Hidrocarbonetos.

Hoje às 07h15

Trump exige que Venezuela corte relações com China, Rússia, Irão e Cuba

A Administração de Donald Trump informou a líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para poder explorar e vender o seu petróleo, noticiou esta quarta-feira a ABC.

Segundo a cadeia televisiva, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude, numa exigência que visa favorecer exclusivamente Washington nas vendas de petróleo pesado.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, terá dito em sessões privadas com legisladores que os Estados Unidos acreditam poder pressionar Caracas porque os seus tanques de armazenamento de petróleo estão cheios e advertiu que a Venezuela poderia entrar em insolvência financeira em poucas semanas se não conseguir vender as suas reservas.

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 16h18

"Apanhámo-los de surpresa, foi brilhante": Trump elogia operação dos EUA na Venezuela e confirma "muitos" cubanos mortos

Donald Trump afirmou esta terça-feira que a operação na Venezuela para depor Nicolás Maduro prova que os EUA têm "as forças armadas mais poderosas, mais letais e mais sofisticadas" do mundo.

"É o exército mais temido do planeta, e nem se compara. Há muito tempo que digo isto. Ninguém consegue derrotar-nos", acrescentou.

Durante a conferência de imprensa em Washington esta terça-feira, Trump confirmou ainda que "muitas, muitas" pessoas foram mortas durante a operação, citando especificamente os cubanos. De acordo com as autoridades de Havana, 32 membros dos serviços de segurança cubanos foram mortos durante o ataque americano, mas as autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um número oficial.

"A eletricidade de quase todo o país foi cortada e foi nessa altura que perceberam. As únicas pessoas que tinham luz eram as que tinham velas. Apanhámo-los de surpresa, foi brilhante. Foi brilhante taticamente, incrível", disse ainda, deixando críticas aos seus oponentes políticos e acusando a "esquerda radical" de pagar a pessoas para protestarem contra a queda de Maduro.

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VÍDEO: AP

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 11h42

ONU considera que operação militar dos EUA na Venezuela é uma violação do direito internacional

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos considerou a operação militar dos Estados Unidos da América na Venezuela uma violação do direito internacional. Segundo a Sky News, a ONU teme que a intervenção dos EUA contribua para o agravamento da crise na Venezuela e que leve a que os países poderosos acreditem que podem fazer o que bem entenderem.

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VÍDEO: AP

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 11h33

Presidente colombiano acusa EUA de ambições colonialistas na América Latina

O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirma que Donald Trump quer transformar as nações da América do sul em colónias norte-americanas. 


“Se ler os primeiros parágrafos da política de segurança nacional, entenderá que a Doutrina Monroe visa transformar novamente as nações latino-americanas soberanas em colônias”, escreveu


“Isso contraria completamente o direito internacional. É a mesma doutrina sobre espaço vital que Hitler usou, e que causou duas guerras mundiais”, acrescentou. 


Nma publicação separada, Petro pediu aos eleitores americanos que "ajudem a construir uma ordem democrática internacional". 


“Não importa a cor da pele, o partido político ou o estado de origem dessas pessoas, elas precisam agir, a paz mundial e o futuro da existência humana estão em perigo”, acrescentou. 

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 09h50

Argentina apela a "transição democrática genuína" na Venezuela e Panamá apoia Gonzalez

A Argentina apelou esta terça-feira a uma "transição democrática genuína" na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, enquanto o Panamá apoiou um governo liderado por Edmundo González, considerado vencedor das presidenciais de 2024.

Numa reunião do Conselho de Segurança, o embaixador da Argentina nas Nações Unidas, Francisco Tropepi, manifestou o apoio do seu governo à captura do líder do "regime ilegítimo" venezuelano no sábado em Caracas por forças norte-americanas, afirmando que a região enfrenta agora um novo cenário que apresenta um duplo desafio: "apoiar uma transição democrática genuína na Venezuela e contribuir para a restauração duradoura da paz e da segurança".

A Argentina, adiantou, "está pronta e disposta a colaborar", comprometida com "a plena restauração da ordem institucional e do Estado de Direito na Venezuela, garantindo sempre a liberdade, a dignidade humana e a prosperidade".

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 09h13

Decreto de emergência externa assinado por Maduro entra em vigor na Venezuela

A Venezuela divulgou o decreto 5.200 que declara o estado de emergência externa no território venezuelano, anunciado por Nicolás Maduro pouco antes de ser capturado pelos EUA.

O decreto, publicado com data de 3 de janeiro de 2026, ordena às autoridades que detenham todos os cidadãos envolvidos na promoção do ataque dos EUA contra Nicolás Maduro.

"Declara-se o Estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, em razão das circunstâncias de ordem externa expressas através da agressão armada do Governo dos Estados Unidos contra o território nacional, que colocam em grave perigo a segurança da Nação, dos seus cidadãos, assim como das suas instituições, a fim de proceder à implementação das medidas correspondentes para proteger os direitos da população e defender a soberania, independência e integridade do território da República", lê-se no texto.

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 07h58

Controlo político da Venezuela pelos EUA ameaça infraestruturas sensíveis da China

Um jornal de Hong Kong referiu esta terça-feira que a tomada do controlo político da Venezuela pelos EUA poderá comprometer infraestruturas sensíveis da China no país sul-americano, incluindo estações de rastreio de satélites e ativos no setor petrolífero.

Após a captura do líder da Venezuela Nicolás Maduro e a sua transferência para Nova Iorque para ser julgado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA vão "gerir" a Venezuela e "reparar a infraestrutura petrolífera" do país com as maiores reservas de crude do mundo.

Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, entre os ativos em risco está a estação de rastreio de satélites de El Sombrero, localizada na base aérea Capitão Manuel Ríos, e a sua estação de apoio em Luepa, no estado de Bolívar. Construídas pela estatal China Great Wall Industry Corporation, estas infraestruturas operam o satélite de observação terrestre VRSS 2, lançado pela China em 2017, e poderão igualmente servir os esforços mais amplos de rastreio espacial de Pequim, face às crescentes dificuldades para garantir instalações semelhantes noutros países.

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 07h56

Analistas consideram que captura de Maduro pode levar latino-americanos a reavaliar laços com China

Analistas apontam que a detenção do líder venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos evidenciou os limites do apoio chinês aos parceiros na América Latina e pode levar governos da região a reavaliar o valor das alianças com Pequim.

A operação militar dos Estados Unidos, que retirou Maduro do poder e colocou a Venezuela sob uma "transição" supervisionada por Washington, foi a mais direta intervenção norte-americana na região em décadas. Para analistas, o episódio traduz uma mudança no posicionamento estratégico dos EUA e obriga a repensar o papel de potências externas como a China e a Rússia no continente.

Pequim reagiu com condenações formais. O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês disse estar "profundamente chocado" e classificou a ação como "hegemonismo" que ameaça "a paz e a segurança na América Latina e Caraíbas". O ministério pediu a libertação imediata de Maduro e alertou para a violação do direito internacional. Contudo, tal como Moscovo, não tomou quaisquer medidas além de protestos diplomáticos.

Terça-feira, 06 de janeiro de 2026 às 07h44

Timor-Leste reafirma compromisso com direito internacional e apela à contenção

O Governo de Timor-Leste apelou esta terça-feira à contenção e reafirmou o seu compromisso com o direito internacional, referindo-se à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e à remoção forçada do Presidente Nicolás Maduro.

"Timor-Leste reafirma o seu compromisso com o direito internacional, incluindo o respeito pela soberania, a não utilização da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial, ou a independência política de qualquer Estado, bem como a resolução pacífica de diferendos", salienta, em comunicado, o executivo timorense.

Timor-Leste destaca que aqueles princípios estão consagrados na Carta das Nações Unidas e são essenciais para "salvaguardar a independência de todos os Estados, em particular dos pequenos Estados".

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 19h09

Delcy Rodríguez toma posse "com pesar" como presidente interina da Venezuela

Delcy Rodriguez prestou esta segunda-feira juramento e já tomou posse como presidente interina da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro.

"Venho como vice-presidente executiva do presidente constitucionalmente legítimo da República de Bolívar, Nicolás Maduro, prestar juramento. Venho com pesar pelo sofrimento infligido ao povo venezuelano... Venho com pesar pelo rapto de dois reféns que temos nos Estados Unidos: o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores", afirmou, citada pelo El Mundo, nas primeiras declarações como chefe de Estado

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 20h32

Brasil condena intervenção dos EUA na Venezuela e rejeita criação de protetorados

O Brasil condenou esta segunda-feira a "intervenção armada" dos Estados Unidos em território venezuelano e afirmou não acreditar que a solução para a crise no país passe pela "construção de protetorados".

Deve passar sim por "soluções que respeitem a autodeterminação do povo" da Venezuela, disse o representante permanente do Brasil junto das Nações Unidas, Sérgio Danese, a quem foi concedida a palavra na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Venezuela, apesar de não integrar este órgão.

Sérgio Danese classificou a ação militar norte-americana na Venezuela e a captura do Presidente Nicolás Maduro como "um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 20h14

Protesto contra agressão norte-americana juntou 1.500 pessoas em Lisboa

Cerca de 1.500 pessoas manifestaram-se esta segunda-feira diante da estátua de Simón Bolívar em Lisboa para protestar contra a ilegalidade do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no sábado.

Numa concentração organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), os manifestantes condenaram com veemência a "agressão militar norte-americana" com palavras de ordem como "Pela paz! Não à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela" ou "América Latina não é o quintal dos Estados Unidos".

O Presidente norte-americano foi especialmente visado, ressaltando a palavra de ordem: "Donald Trump, sua besta assassina, tira as tuas mãos da América Latina".

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 20h12

Protesto no Porto contra "invasão" pelos EUA e resposta do Governo português

Cerca de 150 pessoas protestaram esta segunda-feira no Porto contra a intervenção dos EUA que levou à captura do Presidente da Venezuela, ao mesmo tempo que criticaram a reação do Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal.

Em declarações à Lusa, a dirigente do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), que promoveu o protesto, Manuela Branco, foi por aí que começou, apontando à "invasão pelos Estados Unidos da Venezuela" com o propósito do "rapto do seu presidente Nicolás Maduro e da sua esposa", para logo depois, criticar o Governo português que "não condenou rigorosamente nada".

"É um perigo para todos os países democráticos que haja um país que diz: eu quero os vossos recursos, quero o petróleo, quero o ouro, quero as vossas terras raras, quero mandar no vosso povo e a União Europeia, Portugal, a maior parte dos países europeus dizem, sim senhora, nós aceitamos tudo isso. Não pode acontecer", continuou a porta-voz na manifestação que decorreu no Porto.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 18h27

Maduro diz que é um "prisioneiro de guerra" dos EUA

À saída da sala de audiências, já depois de o juiz ter dada por terminada a sessão, Maduro disse em espanhol que era um "prisioneiro de guerra" dos Estados Unidos, de acordo com o jornal The New York Times.

Também ainda na sala de audiências, relata a NBC News, um homem na assistência terá dito a Maduro que ele iria pagar pelo que fez em nome da Venezuela, ao que o presidente deposto respondeu: "Em nome de Deus, serei livre."

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 19h07

Jorge Rodríguez reconduzido na presidência da Assembleia da Venezuela

Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina do país, Delcy Rodríguez, foi esta segunda-feira reconduzido no cargo de presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, que ocupa desde 2021.

“A minha principal função nos próximos dias (…) como presidente desta Assembleia Nacional será usar todos os procedimentos, todas as plataformas e todos os meios para trazer de volta Nicolás Maduro, meu irmão, meu presidente”, disse Rodríguez citado pela agência AFP.

A Assembleia Nacional destacou ainda declarações do deputado Nicolás Maduro Guerra, filho de Nicolás Maduro, feitas durante a mesma sessão.

Segundo o texto oficial, o parlamentar afirmou que "a identidade histórica e soberana do povo venezuelano prevalecerá diante das agressões externas", acrescentando que "se o governo dos Estados Unidos é Monroe, nós somos Simón Bolívar".

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 18h48

Filho de Maduro diz que o pai foi "sequestrado" e pede "solidariedade internacional"

Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, referiu esta segunda-feira que o pai foi "sequestrado" pelos Estados Unidos e pediu "solidariedade internacional" para que ele possa regressar ao país.

Maduro Guerra fez estas declarações durante a sessão de posse da Assembleia Nacional da Venezuela, realizada dois dias após Maduro e a mulher, Cilia Flores, terem sido capturados numa operação militar dos EUA em Caracas.

“Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela, amanhã pode ser qualquer nação que se recuse a submeter-se. Este não é um problema regional, é uma ameaça direta à estabilidade global, à humanidade e à igualdade soberana das nações”, afirmou.

“Povos do mundo: a solidariedade internacional com Nicolás, com Cilia, com a Venezuela, não é um gesto político opcional, é um dever ético e legal. O silêncio diante destas violações implica aqueles que se calam e enfraquece o sistema internacional que todos dizem defender”, indicou.

Maduro Guerra também mencionou a sua inclusão na mais recente acusação dos EUA contra o pai, acusado de tráfico de drogas e crimes relacionados com armas. Maduro Guerra rejeitou todas as acusações. "A minha família e eu estamos a ser perseguidos", disse.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 17h38

Próxima audiência de Maduro é no dia 17 de março. Advogado destaca "problemas com a legalidade do sequestro militar"

Já terminou a sessão. Nicolás Maduro foi intimado a comparecer à sua próxima audiência em tribunal no dia 17 de março.

Enquanto se discutia uma data, o advogado de defesa de Maduro destacou "problemas com a legalidade do sequestro militar".

Alegou também alguns problemas de saúde de Maduro e solicitou um formulário "para que ele receba a assistência médica adequada enquanto estiver detido".

O advogado de defesa de Cilia Flores também afirmou que ela tem alguns problemas de saúde decorrentes da sua captura em Caracas pelas forças norte-americanas. "Ela tem hematomas graves nas costelas e precisará de atendimento adequado", disse Mark Donnelly.

A sessão desta segunda-feira, que serviu para Maduro e a mulher ouvirem do juiz do que estão acusados, durou apenas 30 minutos.

O presidente deposto e a mulher entraram depois em carros blindados que os levaram de volta até à prisão em Brooklyn. 

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 17h18

"Não sou culpado, sou um homem decente e continuo a ser presidente do meu país", diz Maduro em tribunal

Eis as primeiras palavras de Nicolás Maduro em tribunal: "Não sou culpado, sou um homem decente, ainda sou o presidente do meu país."

A mulher de Maduro também se declarou inocente. "Sim, eu sou Cilia Flores Maduro, sou a primeira-dama da Venezuela e estou inocente", disse ao juiz.

O juiz informou Nicolás Maduro e Cilia Flores que tinham o direito de consultar funcionários consulares e o pedido foi aceite.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 17h14

EUA afirmam no Conselho de Segurança da ONU que não estão "em guerra contra a Venezuela"

O representante norte-americano nas Nações Unidas afirmou em reunião do Conselho de Segurança da ONU que não está em curso uma guerra contra a Venezuela após a captura de Nicolas Maduro, reiterando que Washington não tem intenção de ocupar o país.

"Não há nenhuma guerra contra a Venezuela ou o seu povo. Não estamos a ocupar o país", afirmou Mike Waltz esta segunda-feira.

De acordo com Waltz, a operação deste fim-de-semana deu seguimento a "mandados legais que existem há décadas", voltando o embaixador dos EUA a acusar Maduro de ser o líder de uma rede de tráfico de droga.

"Os EUA prenderam um narcotraficante que vai agora ser julgado nos EUA", sublinhou o embaixador, acusando Maduro como sendo "responsável por ataques contra os EUA, por desestabilizar o hemisfério sul e por reprimir ilegalmente o povo venezuelano.

O embaixador disse ainda que Donald Trump "deu uma chance à diplomacia" e que "ofereceu a Maduro várias rampas de saída", mas que o presidente venezuelano deposto as "rejeitou".

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 17h12

Maduro já está na sala de audiências

Nicolás Maduro acaba de entrar no tribunal e cumprimenta os seus advogados. A mulher, Cilia Flores, está sentada dois lugares atrás.

O juiz Alvin Hellerstein deseja bom dia a todos os presentes. "O meu trabalho é garantir que este seja um julgamento justo", disse, citado pela Sky News.

De seguida, o juiz leu as acusações. O presidente deposto da Venzuela está acusado de conspiração de narcoterrorismo; conspiração de importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos de destruição

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 16h52

Maduro contrata advogado de Assange

Nicolás Maduro contratou o famoso advogado de defesa criminal Barry Pollack para o representar. A informação está a ser avançada pela Bloomberg.

Pollack defendeu, entre outros, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em processos criminais em Manhattan.

O advogado, de acordo com a Bloomberg, apresentou esta segunda-feira uma notificação de comparecimento como representante de Maduro no caso de narcoterrorismo do Distrito Sul de Nova Iorque, antes da audiência que está marcada para esta tarde. De acordo com a Sky News, o causídico já está no tribunal de Nova Iorque.

Antes, a CNN internacional tinha noticiado que o tribunal tinha nomeado David Wikstrom para representar Maduro nesta primeira audiência.

Barry J. Pollack é amplamente reconhecido como um dos principais advogados dos EUA. É membro do American College of Trial Lawyers, membro do American Board of Criminal Lawyers e ex-presidente da National Association of Criminal Defense Lawyers. Pollack tem mais de 30 anos de experiência representando indivíduos, incluindo executivos e altos funcionários do governo, bem como empresas e outras organizações, em julgamentos e investigações delicados.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, já estão no tribunal e o presidente deposto da Venezuela deve ser ouvido ainda esta segunda-feira.

O presidente da Venezuela irá ser julgado por conspiração por narcotráfico e terrorismo, conspiração por importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os EUA.

Maduro foi capturado na sequência da operação militar dos EUA na Venezuela na madrugada de sábado.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 14h16

Maduro já tem advogado nomeado pelo tribunal de Nova Iorque

David Wikstrom é o nome do advogado designado pelo tribunal para a primeira audiência de Nicolás Maduro perante um juiz em Nova Iorque, de acordo com a CNN Internacional.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, já estão no tribunal e o presidente deposto da Venezuela deve ser ouvido ainda esta segunda-feira.

O presidente da Venezuela irá ser julgado por conspiração por narcotráfico e terrorismo, conspiração por importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os EUA.

Maduro foi capturado na sequência da operação militar dos EUA na Venezuela na madrugada de sábado.

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 12h25

Maduro já está no tribunal em Nova Iorque

Nicolás Maduro já deixou o centro de detenção em Brooklyn e deslocou-se debaixo de fortes medidas de segurança para o tribunal federal de Manhattan, em Nova Iorque, nos EUA, onde esta segunda-feira vai começar a ser julgado.

O presidente venezuelano foi transportado de helicóptero até a um local próximo do tribunal e posteriormente deu entrada num veículo blindado que o levou até ao edifício em Nova Iorque. Várias ruas foram cortadas nas imediações para que não houvesse qualquer contacto com a população.

O presidente da Venezuela irá ser julgado por conspiração por narcotráfico e terrorismo, conspiração por importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os EUA.

Maduro foi capturado na sequência da operação militar dos EUA na Venezuela na madrugada de sábado.

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Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 13h39

Suíça congela ativos ligados a Maduro após prisão nos EUA

A Suíça congelou todos os ativos mantidos no país por Nicolás Maduro, da Venezuela, e seus associados, informou o Conselho Federal na segunda-feira, após a prisão do líder venezuelano pelas forças americanas em Caracas e transferência para os Estados Unidos.

O congelamento de ativos não afeta membros do atual governo venezuelano, e a Suíça afirmou que vai devolver quaisquer fundos considerados ilícitos em benefício do povo venezuelano.

A medida, com efeito imediato e válida por quatro anos, visa impedir a saída de ativos potencialmente ilícitos e vem somar-se às sanções já impostas à Venezuela desde 2018, segundo o comunicado, de acordo com a Reuters.


Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 15h21

Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência enquanto Maduro comparece perante juiz federal

O Conselho de Segurança da ONU está a realizar uma reunião de emergência para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que terminou com a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores. 

A Venezuela solicitou a reunião, com o apoio de dois membros permanentes do Conselho de Segurança – a Rússia e a China. 

Em carta datada de 3 de janeiro, na qual solicitava a reunião desta segunda-feira, a Venezuela acusou os EUA de realizar uma série de “ataques armados brutais, injustificados e unilaterais” contra alvos civis e militares no país. Acusou também os EUA de violarem a Carta da ONU. 

Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026 às 09h24

"Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo": filho de Nicolás Maduro pede mobilização para libertação do pai

O filho do Presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro apelou esta segunda-feira à contra o ataque realizado no sábado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a prisão do seu pai pelas forças norte-americanas.

"Estamos bem, estamos calmos. Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo", disse Nicolás Ernesto Maduro.

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Maduro contrata advogado de Julian Assange

Publicada originalmente a 05 de janeiro de 2026 às 16:58

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