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Da declaração de inocência à legalidade do sequestro militar: o essencial da primeira sessão do julgamento de Maduro

Foram 30 minutos que serviram para o juiz essencialmente ler a acusação e para o presidente deposto e a mulher reclamarem inocência. Voltam ao tribunal no dia 17 de março.

05 de janeiro de 2026 às 18:20
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Da declaração de inocência à legalidade do sequestro militar: o essencial da primeira sessão do julgamento de Maduro

Maduro e a mulher Cilia compareceram esta segunda-feira no Tribunal de Nova Iorque, numa sessão curta que demorou apenas 30 minutos. O presidente deposto da Venezuela está acusado de conspiração de narcoterrorismo; conspiração de importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos de destruição.

- Nicolás Maduro, que é representado por Barry Pollack, que defendeu Julian Assange no caso WikiLeaks, declarou-se inocente em tribunal e disse ao juiz que é "um homem decente" e que continua a ser o presidente da Venezuela, destacando que foi capturado pelas forças norte-americanas na sua casa em Caracas.

- Cilia Flores, mulher de Maduro que também foi presa e está a ser julgada, declarou-se igualmente inocente de todas as acusações, afirmando em tribunal que continua a ser a primeira-dama da Venezuela.

- Enquanto se discutia uma nova data para a continuação do julgamento, que ficou agendada para o dia 17 de março, o advogado de Nicolás Maduro destacou "problemas com a legalidade do sequestro militar".

- Maduro solicitou o direito a uma visita consular, algo que o juiz concordou.

- Os advogados de defesa afirmaram em tribunal que será necessária atenção à questão da assistência médica. Pollack indicou ao juiz que “há alguns problemas de saúde e médicos” para Maduro “que exigirão atenção”. E o advogado de Cilia Flores, Mark Donnelly, revelou que a ex-primeira-dama sofreu “ferimentos significativos durante a sua captura”, sugerindo que pode ter uma fratura ou hematomas graves nas costelas e que precisa de uma avaliação física.

- A defesa de Maduro não pediu ainda a libertação do presidente deposto da Venezuela, tendo o juiz informado que eles podem apresentar o pedido de fiança "quando for apropriado".

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