Governo não chega a acordo com parceiros sociais sobre novo pacote laboral
A 23 de abril, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, tinha dado um prazo de 15 dias para a UGT apresentar novas propostas para a reforma da lei laboral.
A reunião desta quinta-feira entre o Governo e os parceiros socais terminou sem acordo sobre o novo pacote laboral.
A 23 de abril, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, tinha dado um prazo de 15 dias para a UGT apresentar novas propostas para a reforma da lei laboral. A ministra frisou que o acordo voltou novamente a não ser possível porque a UGT "entendeu que não tinha de apresentar novas propostas".
Além da UGT, a ministra indicou, em conferência de imprensa, que a CIP também não apresentou propostas concretas.
O Governo vai avançar com a proposta de lei no Parlamento. "O Governo fará o que lhe compete fazer, apresentar uma proposta da reforma da legislação laboral, para aumentar a competitividade da economia, a produtividade e os salários dos trabalhadores", disse a ministra, admitindo que a falha de consenso não representa nenhuma derrota para o Executivo.
Questionada sobre a greve geral convocada pela CGTP para o próximo dia 3 de junho, a governante considerou que, apesar de "ser um direito fundamental dos trabalhadores, a paralisação será "grave pelos impactos que pode causar".
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, citou, em conferência de imprensa, a música "Vampiros' de Zeca Afonso para revelar a posição das entidades patronais durante a reunião desta quinta-feira: "os patrões tudo querem e nada resta para mais ninguém". De seguida falou Mário Mourão, secretário-geral da UGT, afirmando que "não havia mais nenhuma proposta a fazer" e que a proposta atual "era insuficiente para que a UGT desse acordo". A expectativa, agora, "é ver a proposta que segue para o Parlamento".
"A UGT vai estar com os grupos parlamentares a discutir a proposta", rematou Mário Mourão.
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