Governo vai pagar dívida de 1,2 milhões de euros aos bombeiros até ao final do mês
Governo ainda não pagou a totalidade das despesas extraordinárias feitas durante o combate aos incêndios rurais de 2025.
A Liga dos Bombeiros Portugueses recebeu esta quarta-feira a garantia do Governo de que até ao final do mês será paga a dívida de 1,2 milhões de euros referente às despesas extraordinárias feitas no combate aos incêndios de 2025.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, avançou à Lusa que a garantia do pagamento da dívida foi deixada pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, na reunião que esta quarta-feira com os presidentes dos órgãos sociais da Liga.
O Governo ainda não pagou às corporações de bombeiros a totalidade das despesas extraordinárias feitas durante o combate aos incêndios rurais de 2025, estando ainda em dívida 1,2 milhões de euros, segundo António Nunes.
As despesas extra que as corporações de bombeiros tiveram com alimentação, combustível e carros de combate sinistrados em 2025 foram de cerca de 20 milhões de euros.
O presidente da LBP disse também que o Governo mantém ainda a dívida aos bombeiros de cerca de um milhão de euros referente às despesas extraordinárias dos incêndios de 2024.
António Nunes indicou que o secretário de Estado assegurou que essa dívida será paga em abril.
Na reunião, o secretário de Estado da Proteção Civil indicou igualmente à LBP que em maio estará a funcionar uma plataforma eletrónica para as corporações de bombeiros introduzirem as despesas dos incêndios, deixando de fazer este processo manualmente.
António Nunes disse ainda que a diretiva financeira, que estabelece as regras e os montantes de comparticipação do Governo às Associações Humanitárias de Bombeiros pelas despesas operacionais, foi esta quarta-feira distribuída pelas corporações dos bombeiros.
Segundo o Ministério da Administração Interna, os bombeiros voluntários que integram o Dispositivo de Combate aos Incêndios (DECIR) vão receber este ano 84 euros por dia, mais 9 euros do que em 2025.
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