"Greve não trouxe nenhuma novidade nem nenhuma solução": Montenegro apela a reflexão por parte dos sindicatos
Primeiro-ministro considera que muitas famílias foram prejudicadas, principalmente as crianças, e as posições políticas na origem da greve já eram conhecidas.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou, esta quarta-feira, que a greve geral convocada pela CGTP "não trouxe nenhuma novidade nem nenhuma solução", já que muitas famílias foram prejudicadas, principalmente as crianças, e as posições políticas na origem da greve já eram conhecidas.
Em declarações aos jornalistas, no Palácio de São Bento em Lisboa, Montenegro apelou a uma reflexão por parte das estruturas sindicais no final do dia e uma análise das consequências da greve.
"Deve haver capacidade reivindicativa mas parece-me, enquanto cidadão, português e primeiro-ministro que todos temos uma responsabilidade", disse. "A consequência desta greve parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente", acrescentou.
"A democracia está a funcionar", afirmou, acrescentando que a Assembleia da República terá a discussão de proposta de lei do Governo e que este cumprirá a sua missão que é apresentar a proposta de lei, nomeadamente para garantir a aprovação deste instrumento.
"Aquilo que posso assegurar é uma disponibilidade total do governo para esclarecer, aprofundar e eventualmente modificar algum ponto da proposta", reiterou.
O primeiro-ministro referiu ainda que a "grande esmagadora maioria dos portugueses está a trabalhar".
A CGTP convocou a paralisação geral contra as alterações à lei laboral após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo. A greve está a afetar fortemente a maioria dos serviços públicos, com efeitos a prolongarem-se até quinta-feira.
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