"Haverá aquilo que está em discussão e em articulação", diz Montenegro sobre museu alusivo ao 25 de Abril

Em causa está a construção de um Centro Interpretativo do 25 de Abril.

25 de abril de 2026 às 17:29
Montenegro na cerimónia em honra do 25 de Abril 2026 Foto: Rodrigo Antunes
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse, este sábado, que "haverá aquilo que está em discussão e em articulação", após questionado se e como existirá um museu alusivo ao 25 de Abril de 1974, sem adiantar mais detalhes.

Montenegro foi questionado sobre este tema pelos jornalistas na reta final das comemorações do 25 de Abril na residência oficial em São Bento, assinalado com três momentos de teatro interpretados por jovens e crianças de várias escolas e uma homenagem ao ator Ruy de Carvalho.

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"Hoje é o dia da liberdade e haverá aquilo que está em discussão e em articulação, sempre num espírito de liberdade", respondeu, apenas, o primeiro-ministro.

Em causa está a construção de um Centro Interpretativo do 25 de Abril, inicialmente pensado para o Terreiro do Paço, em Lisboa, localização que o atual Governo já afastou.

Em cima da mesa, de acordo com o executivo, está a hipótese de localizar este centro na Pontinha, concelho de Odivelas, onde se encontra o edifício do posto de comando do Movimento das Forças Armadas (MFA).

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Nas breves declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro voltou a defender a forma que o Governo escolheu para assinalar este dia, depois da filha de Ruy de Carvalho ter também agradecido esta homenagem ao pai e, sobretudo, ao teatro.

"O teatro em Portugal sofreu muito com o antigo regime. Senhor primeiro-ministro, muito obrigada por se lembrar do teatro e daquilo que o teatro sofreu antes do 25 de Abril", afirmou Paula de Carvalho.

Questionada se considerada injustificadas algumas críticas que foram feitas ao Governo sobre a forma de celebrar o dia da Revolução, Paula de Carvalho considerou-as até "uma falta de respeito ao teatro, aos atores e aos autores" que escreveram para o teatro antes do 25 de Abril e lutaram "contra o regime, contra Salazar, contra a censura".

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"Alguns até disseram que se ia comemorar o 24 de Abril, nem sequer sabem história", criticou.

Questionado se concorda com esta leitura, Montenegro reiterou o que já tinha dito na sua intervenção em que defendeu que celebrar o 25 de Abril com teatro e uma homenagem a Ruy de Carvalho tinha sido "uma escolha muitíssimo feliz".

"É um dia de liberdade, é um dia de nos lembrarmos daquilo que temos de fazer para aproveitar o nosso talento, para transformarmos o nosso talento em desenvolvimento, em oportunidades, em progresso, em justiça", disse.

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Montenegro assistiu aos três momentos de teatro e até participou por breves momentos no último, juntamente com a sua mulher e a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, depois de ser desafiado a participar numa rodinha com as crianças que cantavam "Indo eu, Indo Eu, a Caminho de Viseu".

No final, tirou várias 'selfies' com os jovens atores e outras pessoas que se juntaram nos jardins de São Bento. Todos tiveram direito a gelados e bolos no final do programa cultural.

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