Hugo Soares acusa Carneiro de fazer política com "populismos e falsidades"
Líder parlamentar do PSD disse que "nem André Ventura" diria que o Governo estava a adiar a entrega de casas por eleitoralismo.
O líder parlamentar do PSD acusou esta segunda-feira o secretário-geral do PS de fazer política "com populismos e falsidades", dizendo que "nem André Ventura" diria que o Governo estava a adiar a entrega de casas por eleitoralismo.
Ainda antes da sessão formal de abertura das jornadas conjuntas PSD/CDS-PP, alguns deputados visitaram as obras na nova linha circular do Metro de Lisboa, e Hugo Soares aproveitou para voltar a criticar o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
"Não falamos nas jornadas parlamentares de coisas que não existem. Nós não enganamos os portugueses, não ludibriamos os portugueses, nem tampouco fazemos política com mentiras ou factos que são falsos", disse, sem referir o destinatário.
Questionado se era uma crítica ao líder do PS -- que nas jornadas do seu partido acusou o Governo de ter casas "prontas a habitar" ainda sem pessoas, sugerindo eleitoralismo -- disse que "a carapuça se enfiava direitinha" em José Luís Carneiro.
"Os últimos dias foram pródigos em absurdos do lado do PS. Ninguém no país, como tive já a ocasião de dizer, podia acreditar que o Governo gerisse a entrega de casas a pessoas que precisam por força dos ciclos eleitorais", disse.
Hugo Soares considerou que "nem o deputado André Ventura" seria capaz de fazer tal acusação.
"Não se deve fazer política com populismos nem com falsidades. Estava na altura do deputado José Luís Carneiro, em vez de se andar a atrapalhar nas declarações para tentar justificar aquilo que disse, dissesse só pura e simplesmente aos portugueses: 'eu peço desculpa, enganei-me e não fui verdadeiro", afirmou.
O líder parlamentar do PSD reiterou que as casas que se referia o líder do PS "não são habitação" e "ainda não estão no uso destinado porque há problemas de protocolo com instituições".
Sobre a obra do metro visitada, na futura estação de metro da Estrela, Hugo Soares salientou que é "uma obra que há muito devia estar pronta"
"Por vicissitudes várias ainda não pôde acontecer, mas vim cá hoje dar nota à direção do Metro que nós estamos ao lado dela, ao lado dos lisboetas, ao lado daqueles que querem para o país que obras concluam dentro dos prazos e espero poder vir em fevereiro ou março à inauguração", disse.
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