Carneiro não poupa críticas a Executivo de Montenegro, mas reitera que o "PS não tem pressa para ir para o poder"

Líder parlamentar do PS reagiu aos temas que marcaram o debate do Estado da Nação, realizado esta tarde na Assembleia da República.

Atualizado a 16 de julho de 2026 às 21:50
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José Luís Carneiro esteve, esta quinta-feira, em direto na CMTV para reagir ao debate do Estado da Nação, realizado esta tarde na Assembleia da República, em Lisboa. E embora o Secretário-geral do PS não tenha poupado nas críticas dirigidas ao Executivo de Luís Montenegro, Carneiro admitiu que o "PS não tem pressa para ir para o poder".

O líder parlamentar do PS disse a Fernando Alexandre que, como defensor da meritocracia, sabe que já não devia ser ministro da Educação tendo em conta "a barafunda" que os socialistas consideram estar instalada nos exames nacionais.

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Em relação à polémica que envolve o ministro da Administração Interna, sobre a contratação polémica de um amigo do ministro para obras em esquadras da PJ e de não ter comunicado à Câmara de Odemira as obras que ia realizar num monte de família, José Luís Carneiro diz que Luís Neves "deve esclarecer tudo e quanto mais depressa melhor".

Sobre a crise na Educação, marcada pelos problemas que se têm sentido na correção dos exames nacionais, o líder socialista considera que "o primeiro e mais importante responsável é o Primeiro-ministro", uma vez que este tem "o dever de coordenar a equipa e chamar os ministros à sua responsabilidade". Afirmou que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, "desvalorizou" o problema e não quis alterar a data de entrega dos exames.

O líder socialista considera que "este Governo está desligado" e critica Luís Montenegro por não ter aproveitado o debate do Estado da Nação para se dirigir aos jovens de 17 anos que " vivem um dos momentos mais decisivos das suas vidas". "Quando chega do Mundial devia ter dado uma palavra ao País, mas foi para um festival. Devia ter pedido desculpas às famílias pelo que se passou", afirmou José Luís Carneiro, enumerando as oportunidades que o Primeiro-ministro teve para prestar esclarecimentos ou desculpar-se.

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Carneiro deixa ainda críticas a Montenegro, pelas viagens que fez aos Estados Unidos, para assistir a jogos do Mundial 2026, enquanto Portugal sofria com o incêndio em Vouzela, que destruiu mais de 15 mil hectares.

O PS frisa que "não podem persistir dúvidas sobre a confiança em relação ao modelo de avaliação", e José Luís Carneiro garante que, se existirem essas dúvidas, os socialistas irão avançar com um pedido de comissão de inquérito. O líder do partido diz que é Luís Montenegro que tem de "avaliar se o ministro [da Educação] tem condições para exercer funções".

O tema da economia surgiu e Carneiro não hesitou em criticar o Executivo da AD: "A economia do País está a cair e pior, o Governo que herdou uma folga orçamental, hoje está sem margem para conseguir responder ao aumento do custo de vida".

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"Quero evitar prometer às pessoas algo que não seja capaz de cumprir", concluiu José Luís Carneiro.

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