José Manuel Pureza diz que Governo "soma derrota atrás de derrota" após decisão do Tribunal Constitucional

TC apenas admite que a perda da nacionalidade poderá ter conformidade com a Lei Fundamental em casos de prática de crimes contra a segurança do Estado, terrorismo e seu financiamento.

08 de maio de 2026 às 22:34
José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda Foto: Mário Cruz
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O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) considerou esta sexta-feira que o Governo "soma derrota atrás de derrota", após o Tribunal Constitucional (TC) ter voltado a declarar, por unanimidade, inconstitucional a pena acessória de perda da nacionalidade.

"Talvez Montenegro comece a perceber o problema de se transformar numa cópia de Ventura", apontou José Manuel Pureza, numa publicação na rede social Bluesky.

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"Já se sabia que a política contra imigrantes era cruel, agora confirma-se que parte dela é inconstitucional. O Governo soma derrota atrás de derrota", destacou ainda, em reação à decisão do TC de declarar inconstitucional, por unanimidade, a criação da pena acessória de perda da nacionalidade no Código Penal, por violação dos princípios da igualdade e proporcionalidade.

Já em 15 de dezembro passado, o TC, também por unanimidade, tinha declarado inconstitucional a primeira versão deste decreto, que nas duas vezes foi aprovado no Parlamento com votos a favor de PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal.

Tal como no final do ano passado, também desta vez foi o PS quem, em 07 de abril passado, submeteu ao TC um pedido de fiscalização preventiva da constitucionalidade da alteração do Código Penal para criar a pena acessória de perda de nacionalidade.

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O TC apenas admite que a perda da nacionalidade poderá ter conformidade com a Lei Fundamental em casos de prática de crimes contra a segurança do Estado, terrorismo e seu financiamento.

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