Líder do PS acusa o Governo de ser desmazelado na resposta aos momentos críticos

José Luís Carneiro insistiu que o Executivo "é desmazelado na preparação, no planeamento, na resposta e na avaliação dos efeitos destas tempestades".

23 de maio de 2026 às 17:49
Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro Foto: Estela Silva/Lusa_EPA
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O líder do PS acusou, este sábado, o Governo de ser desmazelado na resposta aos momentos mais críticos do país, sobretudo nas tempestades que assolaram o país em janeiro e fevereiro, com base no relatório da Presidência da República.

"[O relatório] veio mostrar que o Governo não teve capacidade de resposta, chegou tarde, que a resposta foi insuficiente, incompetente, e mostra aquilo que considero ser uma insensibilidade e incompetência, que caracteriza um Governo desmazelado", disse José Luís Carneiro aos jornalistas, em Coimbra.

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O secretário-geral dos socialistas, que falava à entrada para uma reunião do Conselho Estratégico, insistiu que o Governo "é desmazelado na preparação, no planeamento, na resposta e na avaliação dos efeitos destas tempestades".

Questionado pelos jornalistas, José Luís Carneiro disse que a melhor resposta do executivo de Luís Montenegro é "perder a insensibilidade que tem tido, ouvir o que lhe tem sido dito pelas oposições, em particular pelo PS, e arrepiar caminho".

"Este relatório [da Presidência da República] de resposta às tempestades está, aliás, de acordo com outros e chamo a atenção para o relatório elaborado por um deputado do PSD [Paulo Moniz] sobre o apagão [elétrico], que vem dizer também que o Governo foi incompetente e incapaz e teve uma grande descoordenação na resposta", afirmou.

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Para o líder do PS, o apagão, os incêndios de 2025 e agora o relatório das tempestades sustentam a "palavra desmazelo, que melhor caracteriza a resposta do Governo aos momentos mais críticos".

No relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 06 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, divulgado, este sábado, pelo Público e a que a Lusa teve acesso, o Presidente da República considera que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que "se acelerem apoios, se clarifiquem medidas" e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.

"As preocupações identificadas ao longo da Presidência Aberta são claras: a lentidão de alguns apoios, a persistência de situações por resolver, a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência, e a urgência de garantir que o território entra nos meses de maior risco em condições mais seguras do que aquelas em que saiu do inverno", refere.

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O relatório aponta ainda que a governação da crise gerada pelas tempestades de janeiro e fevereiro "revelou insuficiências de coordenação, clareza e interoperabilidade".

"A crise expôs debilidades no aviso, na comunicação de risco, na articulação entre níveis da administração, na clareza dos interlocutores setoriais, no enquadramento do apoio militar, na interoperabilidade entre plataformas e na capacidade de tratamento administrativo da informação", refere o documento.

No relatório de quase cem páginas, apontam-se dez prioridades de ação (cinco delas imediatas) e onze "lições estratégicas para o futuro".

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Relativamente aos temas estratégicos para o país, José Luís Carneiro voltou a insistir que o custo de vida, a habitação, o acesso à saúde e a massa salarial são a prioridade dos socialistas, "que merecem todo o empenho e todo o trabalho".

"Por um lado, as questões ligadas ao custo de vida, pois é muito importante garantirmos respostas para as dificuldades que as pessoas estão a passar, e, em segundo lugar, a habitação e a necessidade de encontrarmos respostas importantes para os mais jovens e para as diferentes gerações".

Na saúde, o secretário-geral do PS pretende garantir que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) responde a tempo e horas.

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"Temos mais pessoas com falta de médico de família, mais pessoas à espera da primeira consulta, das cirurgias e das cirurgias oncológicas e é preciso garantir respostas adequadas", defendeu.

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