Mais de 10 700 autarcas elegem hoje os líderes das regiões. Ribau Esteves mantém candidatura
Mandato dos novos dirigentes é de quatro anos, como nas autarquias.
Mais de 10 700 autarcas votam esta segunda-feira para escolher os presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), nas segundas eleições indiretas realizadas para estas entidades. A eleição dos presidentes das CCDR decorre em todas as assembleias municipais, convocadas para o efeito, em simultâneo e ininterruptamente, entre as 16h00 e as 20h00. Segundo a Associação Nacional de Assembleias Municipais, foram “convocadas reuniões extraordinárias”, em alguns municípios, destinadas exclusivamente ao ato eleitoral.
Só no norte vai existir competição (entre Álvaro Santos e António Cunha). Nas outras quatro CCDR, o PSD e o PS têm um acordo para a eleição dos presidentes: Ribau Esteves no Centro, Teresa Almeida em Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro no Alentejo e José Apolinário no Algarve. Também em simultâneo e ininterruptamente, mas nas instalações das comunidades intermunicipais e das áreas metropolitanas, irão decorrer as eleições para um dos vice-presidentes das CCDR.
Depois desta eleição, um outro ‘vice’ será escolhido pelos elementos dos conselhos regionais que não desempenhem funções autárquicas. Passará ainda a haver cinco ‘vices’ indicados pelo Governo. Os novos dirigentes são eleitos para um mandato de quatro anos, correspondente ao mandato autárquico.
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Ribau Esteves minimiza buscas
Depois das recentes buscas na câmara de Aveiro, por suspeitas relacionadas com mandatos seus, Ribau Esteves mantém a candidatura à presidência da CCDR Centro. Em declarações ao Correio da Manhã, o antigo autarca lembrou que “basta uma queixa anónima” para desencadear este tipo de procedimentos e disse ter respondido a um “pedido de informações do Ministério Público”.
“Darei todas as explicações se for chamado”, vincou Ribau Esteves, manifestando “toda a segurança e tranquilidade total”. Em causa estão decisões que permitiram a alteração de instrumentos de ordenamento do território, envolvendo a zona do Cais do Paraíso, onde foi projetada a construção de um hotel de 12 andares.
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