Marcelo agradece aos jornalistas a "paciência ao longo de dez anos" e entra no "deserto eterno"
No fim da cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa acedeu a tirar uma 'selfie' com alguns jornalistas que o esperavam no exterior do palácio.
O Presidente da República cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, agradeceu aos jornalistas a "paciência ao longo de dez anos" e recusou prestar declarações, esta segunda-feira, afirmando que entrou no prometido "deserto eterno".
Marcelo Rebelo de Sousa foi abordado pela comunicação social à entrada para o Palácio Nacional da Ajuda, onde chegou esta segunda-feira pelas 17h35 para ser condecorado pelo novo Presidente da República, António José Seguro, com o grande-colar da Ordem da Liberdade.
À chegada, recusou prestar declarações, afirmando que já estava no prometido "deserto eterno" -- expressão que utilizou em dezembro para descrever o seu futuro após cessar funções como chefe de Estado.
No fim da cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa acedeu a tirar uma 'selfie' com alguns jornalistas que o esperavam no exterior do palácio. "'Selfie', sim, mas sem palavrinhas", avisou.
Enquanto caminhava para o carro, repetiu que não iria dizer "nada, nada, nada, nada", remetendo-se ao silêncio, com uma exceção para agradecer aos jornalistas: "Obrigado pela vossa paciência ao longo de dez anos".
Questionado se era a última palavra, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Sim, é a última palavra".
O professor universitário de Direito, entretanto jubilado, que ganhou notoriedade como comentador político, terminou hoje, aos 77 anos, o seu segundo e último mandato consecutivo como Presidente da República, cargo ao qual imprimiu ritmo acelerado e em que se distinguiu pelo contacto próximo e informal com os cidadãos.
O antigo presidente do PSD foi eleito nas presidenciais de 24 de janeiro de 2016 com 52% dos votos expressos, à primeira volta, e reeleito cinco anos depois, com 60,67%.
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