Militante do Chega acusada de arrendar casas a imigrantes nega acusações e diz que "ídolo" Ventura acredita nela
Mafalda Livermore, que foi exonerada da Câmara de Lisboa, respondeu pela primeira vez no Grande Jornal da Noite.
Mafalda Livermore garante ser inocente de todas as acusações e recusa ter sido exonerada, alegando ter-se afastado por vontade própria. A antiga vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (SSCML) diz estar a ser alvo de "perseguição".
Livermore assegura que nunca prestou serviços jurídicos e todo o trabalho desenvolvido enquadra-se dentro das competências legalmente previstas para os criminologistas. "Não há nada de ilícito, nunca pratiquei qualquer ato como advogada".
Questionada sobre as várias acusações feitas contra si, Mafalda Livermore responde: "Não é verdade". Livermore assegura que não foi notificada sobre qualquer processo em tribunal contra si.
Mafalda Livermore desmentiu que as pessoas a quem arrendava casas estivessem em situação ilegal. “Casas alugadas tenho uma. Algumas pessoas eram imigrantes, no entanto não eram ilegais”, afirmou a militante.
"Eu fui ameaçada pela Câmara Municipal de Lisboa. Ao contrário do que diz o Senhor Engenheiro Carlos Moedas, até hoje ele nunca falou comigo", disse a militante do Chega, realçando que apenas falou com o vice-presidente, conversa que está gravada em áudio segundo Livermore.
A militante do Chega alega repetidamente ser vítima de "perseguição" tal como o seu partido. André Ventura, "ídolo" de Mafalda, acredita na versão dos factos da antiga vogal, segundo a própria alega.
Mafalda Livermore foi recentemente exonerada do cargo de vogal do SSCML - para o qual tinha sido nomeada em dezembro pelo presidente da autarquia, Carlos Moedas - após uma reportagem da RTP que revelou que a militante do Chega é proprietária de vários imóveis com habitações alegadamente clandestinas para arrendamento a imigrantes.
A companheira do vereador do Chega Bruno Mascarenhas é ainda visada pelo Ministério Público por ter alegadamente dado aconselhamento jurídico sem ser advogada.
A militante do Chega esteve na CMTV para a primeira entrevista exclusiva após a polémica.
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