Militantes e ex-militantes do PSD pedem a Luís Montenegro para estabelecer acordo de Governo com o Chega
Subscritores do manifesto "Portugal em Primeiro" veem o PSD "como força agregadora e líder do espaço não socialista".
Sete militantes e ex-militantes sociais-democratas pedem ao presidente do PSD, Luís Montenegro, para estabelecer um acordo de Governo com o Chega, o terceiro partido mais votado nas eleições legislativas de domingo, avançou esta terça-feira o jornal Observador.
Os subscritores do manifesto "Portugal em Primeiro", encabeçado por Rui Gomes da Silva, ex-ministro do Governo de Pedro Santana Lopes, defendem a clareza dos resultados eleitorais. "Os portugueses disseram que não queriam continuar a ser governados pela esquerda", entregando o "maior resultado, desde 1991, ao espaço não socialista em Portugal", referem. Dos resultados decorre o imperativo de estabelecer um acordo de Governo com o partido presidido por André Ventura, entendem. Os eleitores "demonstraram confiar na Aliança Democrática (AD) para liderar o governo, mas também disseram que a AD não o devia fazer sozinho, e que para tal teria de encontrar, no espaço não socialista, uma solução para garantir a estabilidade necessária", sustentam.Como tal, os subscritores do manifesto apelam a Luís Montenegro para colocar "os interesses de Portugal em primeiro lugar" e voltar atrás com o 'Não é Não' ao Chega. "É imperativo uma solução governativa à direita, sem medos e muito menos condicionada por aquilo que deseja a extrema esquerda. É num PSD com esta visão que acreditamos, como força agregadora e líder do espaço não socialista", argumentam.Caso Luís Montenegro não abra a porta do Governo ao Chega, "a alternativa é termos governos sem estabilidade e de curto prazo que em nada servirão os interesses do País", apontam. "Quem não o quiser entender, quem não quiser dialogar, quem não quiser construir uma verdadeira alternativa não socialista para Portugal, estará a fazer o jogo da esquerda, e desse lado, nós e muitos Portugueses, nunca estaremos", vincam.Além de Rui Gomes da Silva, subscrevem o manifesto Miguel Côrte-Real, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal do Porto, os ex-autarcas Paulo Ramalheira Teixeira, Susana Faria e João Saracho de Almeida, o militante social-democrata Manuel Pinto Coelho e Paulo Jorge Teixeira, deputado municipal em Paranhos, no Porto.
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