Montenegro considera que urgências regionais de obstetrícia são a única solução técnica

Primeiro-ministro começou por acentuar que no Hospital do Barreiro "vai continuar a haver acompanhamento de consulta e de trabalhos de parto programados".

04 de março de 2026 às 18:27
Luís Montenegro durante o debate quinzenal Foto: Tiago Petinga/Lusa_EPA
Partilhar

O primeiro-ministro considerou esta quinta-feira que as urgências regionais de obstetrícia são a única solução técnica possível para responder a situações de parto iminente e salientou que o Hospital do Barreiro conserva consultas e trabalhos de parto normais.

Luís Montenegro falava no debate quinzenal, no parlamento, aproveitando o seu tempo de resposta ao CDS para reagir a posições críticas antes assumidas pelos líderes do Chega e do PCP, respetivamente André Ventura e Paulo Raimundo, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia e ginecologia no Hospital do Barreiro.

Pub

O primeiro-ministro começou por acentuar que no Hospital do Barreiro "vai continuar a haver acompanhamento de consulta e de trabalhos de parto programados".

"A reforma que nós estamos a empreender não elimina a resposta de ginecologia obstetrícia do Hospital do Barreiro", acentuou.

Neste contexto, Luís Montenegro referiu que as urgências regionais pretendem evitar a situação em que as pessoas não sabem em alguns dias a que urgência devem dirigir-se perante "iminente necessidade de um tratamento urgente".

Pub

"Estamos a dar uma resposta estrutural conciliando os recursos humanos que temos, conciliando os recursos técnicos e as necessidades. Uma coisa é o acompanhamento, a consulta, ou o parto programado, mas outra coisa é a situação de urgência", frisou.

No plano político, criticou as opções dos partidos da oposição neste ponto, dizendo que "quem não tiver abertura para encarar uma medida destas verdadeiramente não quer resolver o problema".

"Verdadeiramente, quer aproveitar-se do problema para trazer casos e para poder tirar dividendos políticos disso", contrapôs.

Pub

Depois, procurou assegurar que coloca os interesses das pessoas em primeiro lugar em matéria de saúde.

"Estamos a fazer isso quando investimos nas transformações do sistema de justiça, de educação e da saúde, mas, também, ao nível dos instrumentos de política pública na habitação, segurança e defesa", acrescentou.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar