Montenegro convicto que propostas finais para comprar da TAP vão "salvaguardar interesse estratégico de Portugal"

Primeiro-ministro considerou ainda que as propostas dão "um sinal positivo do ponto de vista da valorização económica da empresa".

23 de abril de 2026 às 18:26
Luís Montenegro Foto: António Pedro Santos/Lusa_EPA
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O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que as propostas iniciais da Air France-KLM e da Lufthansa para a compra da TAP "abrem a esperança" de que os dois grupos vão "salvaguardar o interesse estratégico de Portugal".

Em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), em Agia Napa, Chipre, Luís Montenegro considerou "muito positivo" que haja dois interessados na compra da TAP que vão passar à fase de apresentação de propostas vinculativas.

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"Aquilo que foi objeto das suas propostas não vinculativas abre a esperança de que podemos vir a ter boas propostas, que salvaguardam o interesse estratégico de Portugal, a manutenção da operação da TAP, do 'hub' da TAP em Lisboa, a manutenção da operação de mais aeroportos nacionais, quer o Porto, quer Faro, quer as regiões autónomas, a evolução mesmo em termos de novas rotas que a inclusão em dois grandes grupos -- quer a Lufthansa, quer a KLM-Air France -- pode proporcionar", afirmou.

O primeiro-ministro considerou ainda que as propostas dão "um sinal positivo do ponto de vista da valorização económica da empresa", salientando que "as atuais circunstâncias não são favoráveis para a aviação".

"O processo está em curso e é a minha convicção que, apesar disso, ele é compatível e conciliável nos prazos que nós estipulámos para poder ser cumprido sem nenhum prejuízo dos nossos objetivos", afirmou.

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O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma resolução a convidar a Air France-KLM e a Lufthansa a apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP, anunciou esta quinta-feira o ministro das Finanças.

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador. 

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