Novo apoio temporário para conter efeitos da guerra no Médio Oriente com cheque até 420 euros por veículo de mercadorias

Governo aprovou apoios para empresas transportadoras de mercadorias, defendendo ser um entrave ao aumento de preços nos bens consumidos.

17 de abril de 2026 às 01:30
Ministro da Presidência, António Leitão Amaro Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira um novo apoio temporário para conter os efeitos da guerra no Médio Oriente. Desta vez, a medida destina-se a quem opera veículos de transporte de mercadorias e de pronto-socorro, bem como a produtores de cooperativas agrícolas. De uma só vez, os os beneficiários vão receber, entre 114 e 420 euros, para ajudar com os combustíveis, e entre 4,20 e 37,80 euros, para o Adblue.

O valor varia consoante a dimensão e o peso da viatura. O Estado terá uma despesa de 30 milhões de euros e o ministro da presidência defendeu que todos vão ser todos sair a ganhar. “É uma forma de conter a escalada de preços para todos os consumidores, porque o que transportam chega a todos e é consumido por todos. É uma forma de travar o aumento do custo dos bens que todos consumimos”, sublinhou António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião do Governo. Além disso, foi dada luz verde ao adiamento das contribuições dos empresários do setor à Segurança Social por três meses. O governante pronunciou-se ainda sobre a escassez de combustíveis para aviões. “Estamos a analisar que medidas poderão ser adequadas”, disse.

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Houve ainda novidades quanto à condução, tendo sido aprovado o regime que permite aprender a guiar com um tutor. Este é “responsável pelos danos e infrações cometidas pelo candidato”, tendo de ter carta há pelo menos 10 anos. Antes de ir a exame, o aspirante a condutor poderá realizar um teste de aferição numa escola, mas este não é obrigatório. Se não o fizer e reprovar, só poderá repetir a prova após quatro meses. Destaque ainda para mudanças no que toca às categorias. A B1 passa a permitir a condução de veículos agrícolas de quatro rodas até 450 kg sem formação adicional. O Governo autorizou também os primeiros testes de veículos que circulam sozinhos na via pública.

Noutra área, foi aprovado o novo código da contratação pública, preparando-se o Executivo para propor ao parlamento subir o limite dos ajustes diretos para 75 mil euros (bens/serviços) e até 150 mil (empreitadas). O ministro da Reforma do Estado explicou porquê. “Os atuais limiares eram muito baixos e não permitiam aos decisores contratar, dentro de valores razoáveis”, justificou Gonçalo Matias.

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