Nuno Melo diz que CDS-PP "não é substituído" pela IL nem pelo Chega

Presidente do CDS-PP considera que força política liderada por André Ventura "diz-se de direita", mas "tem sido, em muitos momentos, o melhor aliado da esquerda".

24 de março de 2026 às 14:22
Nuno Melo Foto: HUGO DELGADO
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O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, defendeu esta terça-feira que o partido "não é substituído" nem pela Iniciativa Liberal, nem pelo Chega, e continua a fazer tanto sentido atualmente como fazia quando foi criado.

"O CDS não é substituído por ninguém [...]. O CDS não é substituído pela Iniciativa Liberal, com todo respeito, porque o CDS não é substituído por um partido que legitimamente eleva o mercado à categoria de sacrossanto regulador, que tudo resolve, sem perceber que parte das vezes quem fica pelo caminho são mesmo as pessoas", sustentou, considerando também que a IL "não é direita", mas sim de "centro-esquerda".

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E disse que o partido que lidera também "não é substituído pelo Chega", argumentando que a força política liderada por André Ventura "diz-se de direita", mas "tem sido, em muitos momentos, o melhor aliado da esquerda".

"Foi o Chega que se juntou ao PS e à extrema-esquerda para fazer cair sucessivos governos da AD, na República, nos Açores e na Madeira", argumentou.

Melo defendeu também que o CDS-PP "não é feito de populismo, uma espécie de plasticina que se adapta ao interlocutor, ao ritmo da conveniência de cada momento".

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E considerou que o partido tem de "assegurar confiança das pessoas para poder de alguma forma, recuperar o que já foi".

O líder dos democratas-cristãos advogou igualmente que o seu partido "faz muita falta a Portugal" e "nenhum outro partido representa o que o CDS é, porque só o CDS representa a democracia-cristã em Portugal".

"O CDS realmente continua a fazer sentido em 2026, como fez sentido em 1974, ou seja, o CDS é um partido que é sereno, é competente. E num mundo tão instável, tão perigoso, tão incerto, quando as pessoas precisam de bússola e precisam de norte, um partido como o CDS é um partido que acrescenta, está cá, e ainda bem", salientou.

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Nuno Melo falava no encerramento das jornadas parlamentares do CDS-PP, que decorreram entre segunda-feira e esta terça-feira na Assembleia da República.

A ouvi-lo estavam vários dirigentes do CDS-PP, entre os quais o antigo líder José Ribeiro e Castro e os vice-presidentes Álvaro Castello-Branco e Diogo Moura, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, e o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

O líder do CDS-PP, e ministro da Defesa Nacional, elogiou algumas das medidas tomadas pelo Governo e considerou que também têm a marca do seu partido, tratando-se de "um trabalho de equipa na AD".

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Na sua intervenção, de mais de 30 minutos, o líder do CDS-PP aproveitou também para condenar o incidente que aconteceu no final da Marcha pela Vida, que decorreu no sábado, em Lisboa, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário para o meio dos participantes, sem feridos.

"Quando famílias que se manifestam pacificamente são atacadas com um engenho explosivo que pode matar pessoas, desde logo mulheres e crianças, e a censura não é absoluta e de todos, independentemente do partido, começando no parlamento, o CDS sabe onde fica, do lado da decência, da democracia e da liberdade", afirmou.

Melo lamentou ainda que o suspeito tenha tido libertado e salientou que o CDS-PP pugna "pela liberdade, pela democracia, pela decência, pelo direito de todos serem e pensarem como querem neste país".

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Antes, o líder do CDS-PP criticou a "falta de educação, de respeito pelos adversários, e de tolerância" nos debates parlamentares atualmente e considerou que "esta radicalização e esta polarização é péssima e prejudica a democracia".

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