João Cardoso foi encontrado morto na manhã desta terça-feira, no rio Balsemão, em Lamego,
Militar do exército morre durante curso de Operações Especiais. Foi arrastado pela corrente no rio Balsemão em Lamego
O ministro da Defesa Nacional lamentou esta terça-feira a morte de um jovem militar após um incidente ocorrido durante a frequência do Curso de Operações Especiais, em Lamego, afirmando que "tudo será apurado".
"Temos que lamentar esta fatalidade, que acontece numa ação de formação de um jovem. Não há nada que substitua uma vida, não há nada que se possa fazer para substituir essa vida e eu aproveito a oportunidade para apresentar à família, em nome da Defesa Nacional, sentimentos que são muito sinceros", afirmou Nuno Melo, em declarações aos jornalistas à chegada a Istambul, na Turquia, onde se encontra para visitas no âmbito de investimentos das indústrias de Defesa.
O governante realçou que o Exército abriu um processo de averiguações "e tudo será apurado", além do apoio prestado à família.
O alferes de Infantaria João Cardoso, dado como desaparecido desde segunda-feira à noite, na sequência de um incidente durante a frequência do curso de Operações Especiais, no rio Balsemão, em Lamego, foi encontrado morto às 08h50 desta terça-feira, anunciou o Exército.
Aquele ramo militar determinou a abertura de um processo de averiguações interno e informou a Polícia Judiciária Militar.
Esta terça-feira, o Bloco de Esquerda pediu ao Ministério da Defesa mais esclarecimentos sobre as circunstâncias desta morte, considerando que "perante a gravidade dos factos, e a reincidência de incidentes fatais em contextos de instrução militar, torna-se imperativo o escrutínio público sobre o cumprimento dos protocolos de segurança e a gestão de risco em condições meteorológicas extremas".
Interrogado pelos jornalistas sobre a situação das cheias em Moçambique, o ministro da Defesa adiantou, como já tinha sido anunciado pelo gabinete do primeiro-ministro, que Portugal vai enviar para Moçambique uma força de 36 militares, para ajudar em missões de busca e salvamento entre outras valências.
"Neste momento há uma 1ª força de 36 militares que será projetada para Moçambique. Curiosamente, nesse esforço, logo a começar, numa aeronave igual a esta, KC-390", afirmou Nuno Melo, que viajou até Istambul naquele avião militar.
Segundo o governante, Portugal transportará para Moçambique bens e os militares irão auxiliar aquele país com várias capacidades, desde "comando e controlo, busca e salvamento, engenharia".
"Há um conjunto de capacidades que serão neste momento levadas até Moçambique para que possamos ajudar, como é imperioso, e sendo que também na dimensão civil, nestes próximos dias, este esforço será contínuo", acrescentou.
O número de mortos nas cheias das últimas semanas em Moçambique subiu esta terça-feira para 14, com quase 155 mil casas inundadas, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
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