Passos Coelho desafia Governo a não perder tempo com reformas que apresentou ao país

Antigo primeiro-ministro exortou o Governo a não perder "oportunidade histórica para andar para a frente e fazer mudanças".

27 de fevereiro de 2026 às 15:53
Passos Coelho Foto: Paulo Novais/Lusa
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O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, que o Governo não deve perder mais tempo para levar à Assembleia da República as transformações e as reformas necessárias que apresentou ao país.

Falando aos jornalistas, na Universidade de Coimbra, no final de uma homenagem a Júlio Pereira, antigo diretor do Serviço de Informações Segurança (SIS), Pedro Passos Coelho considerou "muito importante" que o Governo não perca "esta oportunidade histórica para andar para a frente e fazer mudanças".

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"Ao fim de oito anos de António Costa, o Governo esteve numa paralisia grande em matéria de transformação económica. Governou-se à vista, como se diz, e a pensar no dia a dia e não no futuro, que chegou", enquadrou o antigo líder do PSD, que governou o país entre 2011-2015, no período de intervenção da 'troika'.

Salientando que as pessoas não estão satisfeitas e que acabaram por apear os socialistas do poder, dando um “sinal muito claro de que queriam uma mudança profunda”, Passos Coelho exortou o Governo da Aliança Democrática a não perder tempo nas transformações necessárias.

“Por razões conhecidas, estes últimos dois anos foram consumidos em eleições e alguma instabilidade, e, agora que esse ciclo eleitoral se fechou, está na altura de pôr em prática aquilo que foi a grande promessa com que o PSD chegou ao Governo e, para isso, é preciso agora não perder mais tempo e levar ao parlamento as transformações e programas necessários”, defendeu.

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Para o antigo primeiro-ministro, não é pelo facto de não existir uma maioria absoluta que os Governos estão impedidos de apresentar as suas ideias, projetos e as propostas de reforma.

“Espero que o Governo se sinta incentivado a fazê-lo”, frisou.

Questionado pelos jornalistas sobre as suas últimas aparições públicas, Passos Coelho rejeitou ter retornado à política ativa, dizendo, no entanto, que não está inibido de tecer considerações que “possam ter ressonância pública”.

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“Não é o regresso de nada, porque não sou candidato a coisa nenhuma, mas isso não significa que não possa, ocasionalmente, fazer do ponto de vista público alguma reflexão e dar algum contributo sobre o que se passa e, nessa medida, fico satisfeito por saber que algumas das preocupações que tenho possam ter algum eco e possa ser ouvidas”.

Segundo afirmou, as preocupações que tem expressado podem não ter um âmbito partidário, mas têm “um âmbito nacional, porque são muitas as pessoas que olham para o país e esperam que as coisas possam alterar-se, mudar e avançar no crescimento e na transformação do país”.

“As minhas palavras devem ser ouvidas como um incentivo a essa mudança e àquilo que o país precisa de fazer e não representam mais do que uma avaliação que vou fazendo sobre questões que me preocupam e que acho importante para que o país pudesse ter um desenvolvimento diferente para que a promessa de uma mudança mais efetiva se possa materializar”, sublinhou.

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A UC promoveu ao final da manhã uma sessão especial das “Conversas da Casa da Lusofonia” para celebrar o Ano Novo Chinês e homenagear Júlio Pereira (falecido em 2024), antigo juiz conselheiro e Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (falecido em 2024), com fortes laços à República Popular da China e à Região Administrativa Especial de Macau.

A homenagem póstuma incluiu intervenções do antigo Presidente da Liga dos Chineses em Portugal e Presidente da Câmara de Comércio Portugal-China PME, Y Ping Chow; do Juiz Conselheiro Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça, Manuel Simas Santos; do diretor do Serviço de Informações de Segurança, Adélio Neiva da Cruz; e do antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

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