PIB cresce 1,8% entre abril e junto e resiste ao abrandamento da Zona Euro

Economia portuguesa mantém fôlego, apesar da travagem europeia.

31 de agosto de 2019 às 10:43
Centeno diz que País tem condições para “enfrentar contexto adverso” Foto: Lusa/Manuel de Almeida
Mário Centeno
Mário Centeno, Minitro das Finanças

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A economia portuguesa resistiu ao abrandamento na Zona Euro e estabilizou o crescimento no segundo trimestre do ano. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,8% entre abril e junho, quando comparado com o mesmo período de 2018.

Face aos primeiros três meses do ano, a expansão da economia foi de 0,5%, apesar da travagem no investimento, confirmou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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"No segundo trimestre de 2019, o investimento registou um crescimento homólogo de 6,1%, em volume, após um aumento de 14,0% no trimestre anterior", assinala o INE.

"A procura externa líquida apresentou um contributo menos negativo, de -0,6 pontos percentuais (-2,3 pontos percentuais no trimestre precedente), em resultado da desaceleração mais intensa das importações de bens e serviços relativamente à das exportações de bens e serviços", acrescenta.

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Em reação a estes dados, o ministério das Finanças destacou que o segundo trimestre deste ano é "21º trimestre consecutivo" de crescimento da economia, que, por isso, sublinha, "tem hoje bases sólidas para enfrentar um contexto externo mais adverso".

Relevante nestes dados, segundo o INE, é também o abrandamento no consumo privado das famílias, passando de um crescimento homólogo de 2,3% no primeiro trimestre para 1,9%.Para isso, contribuiu a descida na componente de bens duradouros, onde estão, por exemplo, os carros.

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