Polémica com escolha de deputada para Federação Portuguesa de Futebol
Projeto de parecer que rejeita incompatibilidades é votado esta quinta-feira, debaixo de críticas.
O projeto de parecer diz que "não só não se pode falar de incompatibilidade na cumulação de tais funções, como também não se pode falar em situação de impedimento". Mas a escolha da deputada do PS Cláudia Santos nas listas de Fernando Gomes para concorrer à presidência do conselho de disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) é tudo menos consensual.
O parecer do deputado Paulo Rios de Oliveira, do PSD, é esta quinta-feira votado na Comissão de Transparência, debaixo de críticas. O PAN ataca a "promiscuidade entre a política e o futebol". Ao CM, o porta-voz, André Silva, adiantou que o partido vai apresentar até uma proposta de alteração à lei em vigor para "não permitir estas nomeações". Já o BE usa mais este caso para sair em defesa de um regime de exclusividade dos deputados. Na mesma linha, Luís Marques Mendes fala em "promiscuidade", "ligação perigosa" e "vergonha". "A Assembleia da República devia dizer que, embora seja legal, não é recomendável", defendeu em declarações à SIC.
A polémica adensou-se com um comunicado da candidatura de Fernando Gomes divulgado esta semana no qual é dado como adquirido que o projeto de parecer já vale, embora este só seja votado esta quinta-feira.
PORMENORES
Percurso académico
Cláudia Santos é deputada do PS com um percurso académico em direito e professora auxiliar. Foi a parlamentar quem pediu um parecer à Comissão de Transparência para esclarecer eventuais incompatibilidades na acumulação de funções.
"Inimizade" pelo FC Porto
O facto de Cláudia Santos integrar a lista de Fernando Gomes também já suscitou reações no mundo do futebol. O antigo presidente da Liga Mário Figueiredo recorreu às redes sociais para lembrar que a parlamentar é "benfiquista" e nutre uma "inimizade grave" pelo FC Porto.
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