Portas: PS no poder é "um risco do regresso"

Vice-primeiro-ministro defendeu que o pessimismo radical de 2011 deu lugar a uma esperança moderada.

08 de julho de 2015 às 20:03
Portas Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O vice-primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira que é a maioria PSD/CDS quem transporta a legitimidade da mudança, porque "a solidariedade nunca foi monopólio da esquerda". Foi assim que Paulo Portas fechou o último debate do Estado da Nação da Legislatura.

"Alguém que muito estimo disse um dia 'há mais vida para além do défice'. Verdade. Com o défice controlado, os primeiros sinais já aí estão, o pressentimento que estamos a melhorar já aí é evidente e a próxima legislatura vai demonstrá-lo cabalmente. Olhemos com confiança os dias que estão à nossa frente", declarou Paulo Portas ao citar Jorge Sampaio, ex-presidente da República num discurso proferido numa comemoração do 25 de abril quando Durão Barroso era o primeiro-ministro.

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Depois citou Karl Marx, contra a repetição da história, "primeiro como tragédia e depois como farsa". Aqui, virou-se para o PS: ""O maior partido da oposição não é mudança, é apenas o risco de um regresso".

Antes, sustentou que o pessimismo radical de 2011 deu lugar a uma esperança moderada, num debate em que lembrou o "corralito" na Argentina (corrida aos bancos) e recordou as imagens recentes da Grécia para sublinhar o "pavor" de se chegar a tal cenário.

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O também líder do CDS começou o discurso por falar do resgate financeiro e fazer duas reflexões políticas " O PS enganou-se quando sugeriu um segundo resgate". E alertou PCP e BE de que a saída do euro é uma "quimera perigosa". E lembrou que nem os gregos o desejam.

Antes, o PS fez o seu derradeiro ataque. Ana Catarina Mendes disse que faltou a este governo " a decência e ética republicana"

PS diz que é preciso uma nova maioria de governo: ou o governo dos sacrífcios inúteis ou o do PS, com um governo virado para o crescimento.

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O que levantou gargalhadas da maioria.

Adão Silva, deputado do PSD, diz que este debate é marcado pelo "insulto" ao primeiro-ministro. Os deputados do PS "não queriam ouvir os seus esclarecimentos". E acrescentou: "É indigente" virando-se para o PS. E disse que Portugal precisa de um bom governo. E os deputados do PS aplaudiram com um ar de ironia, interrompendo-o por várias vezes quando o parlamentar tentou completar a ideia de que o País "precisa de um bom governo".

A discussão terminou após cerca de quatro horas de debate em clima eleitoral.

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