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Passos: "Nunca faremos dos portugueses cobaias"

Debate serviu para fazer o exame à governação da coligação.

08 de julho de 2015 às 19:03

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Foi um debate com os olhos postos na Grécia, mas com os exemplos do passado e do presente a marcarem o confronto político. O primeiro-ministro abriu o debate do Estado da Nação, que encerra a legislatura de quatro anos, a transmitir a ideia de que "nunca fará dos portugueses "cobaias de experiências políticas nem instrumentos para obter este ou aquele pergaminho." E realçou que foram todos os portugueses que superaram o resgate financeiro e não algumas oposições.

Na réplica, o líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, apontou ao Governo sete pecados capitais, como o défice da balança comercial, o crédito malparado, as dívidas à Segurança Social, a regressão no nível de vida e a emigração. Mas Passos ripostou com as dez pragas deixadas pelo governo socialista de Sócrates, das obras "faraónicas" do TGV e das parcerias público-privadas (PPP) à "dívida galopante" que conduziu o País a pedir ajuda externa em 2011.

Do lado do PCP, Jerónimo de Sousa avisou que Passos não era o "inseticida"contra as pragas do PS e acusou o Governo de empobrecer o País, "uma mancha que o devia envergonhar". Já Catarina Martins e Mariana Mortágua, deputadas do BE, usaram o Novo Banco e as privatizações para atacar a falta de transparência do Executivo. 

Mais à frente, o PS fez oito perguntas sobre o Estado do País, ao longo de doze intervenções, a recuperar, segundo fontes da maioria PSD/CDS, uma técnica parlamentar antiga de Marques Mendes contra António Guterres, na década de 90. O deputado socialista João Galamba fechou o ataque a acusar o primeiro-ministro de "mentir reiteradamente", a começar no valor das exportações, abaixo dos cinco mil milhões previstos no início da legislatura.

A socialista Ana Catarina Mendes concluiu que o Executivo era uma "praga" e, do lado da maioria, Telmo Correia (CDS) pediu para desconfiarem "dos profetas", numa alusão ao PS. A discussão durou quatro horas em clima pré-eleitoral.

Clique para aceder à rubrica com a opinião de Octávio Ribeiro, diretor do CM, sobre este tema: A praga Ferro

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