Presidente da República recebe pais dos médicos portugueses detidos por Israel em flotilha humanitária

Encontro surge depois da família de Beatriz Bartilotti ter entrado em contacto com o gabinete da presidência e ter solicitado uma audiência de urgência.

20 de maio de 2026 às 13:26
Partilhar

Os pais dos dois médicos portugueses detidos por Israel no âmbito da missão "Sumud Global Flotilla" vão ser recebidos pelo Presidente da República, António José Seguro, esta quarta-feira. A embarcação de ajuda humanitária que se deslocava para Gaza foi intercetada em águas internacionais, não sendo conhecido, até ao momento, o paradeiro de Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias. O encontro com Seguro surge depois de o irmão de Beatriz ter referido ao CM que a família estava em contacto com o gabinete da presidência e ter solicitado uma audiência de urgência. 

O irmão da ativista e médica portuguesa referiu ainda considerar que a informação por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros à qual as famílias têm tido acesso, depois da detenção, tem sido "fraca" e que também o contacto com a embaixada de Portugal em Israel "foi difícil". "Não temos contacto nenhum com eles, qualquer tipo de comunicação foi cortada", disse. 

Pub

Está ainda marcada para esta quarta-feira uma vigília no Largo das Necessidades, entre as 19h e as 21h, em frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, pela libertação dos dois médicos portugueses. Na vigília vão estar presentes outros dois ativistas portugueses que integravam a flotilha humanitária e que foram intercetados a 29 de abril, "com o objetivo de dar apoio aos familiares dos cidadãos agora detidos por Israel", refere o comunicado do coletivo Occupy for Gaza. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou que o Governo português convocou na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, "em violação do direito internacional", dos dois médicos portugueses que integravam a flotilha. Também a Ordem dos Médicos se veio pronunciar acerca da detenção dos dois portugueses. O Bastonário afirmou na terça-feira que o Estado português está a agir "de modo a garantir a integridade, segurança e repatriamento dos profissionais", apontando também que as tentativas de contacto com os dois ativistas não tiveram sucesso. 

Na terça-feira foi intercetado o navio "Lina", o último que integrava a Flotilha a caminho de Gaza. 

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar