Presidente da República reprova impedimento israelita "injustificado" de patriarca celebrar missa no Santo Sepulcro
António José Seguro deixou claro que Portugal está a acompanhar "com atenção" o que se passa em Jerusalém e apelou ao "respeito integral pelos direitos das comunidades religiosas".
O Presidente da República, António José Seguro, considerou, este domingo, que o princípio universal da liberdade religiosa, "pilar essencial das sociedades democráticas e consagrado no direito internacional", foi colocado em causa com o impedimento pelas autoridades de Israel do Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.
O chefe de Estado português reprovou este impedimento que considera "injustificado e contrário aos compromissos internacionais de proteção da liberdade religiosa".
"Neste momento particularmente sensível, o Presidente da República sublinha a importância do diálogo, da contenção e do respeito mútuo, como caminhos indispensáveis para a paz, a estabilidade e a dignidade humana na região", lê-se na nota deixada no site da Presidência.
António José Seguro deixou claro que Portugal está a acompanhar "com atenção" o que se passa em Jerusalém e apelou ao "respeito integral pelos direitos das comunidades religiosas".
De acordo com o Governo israelita, a decisão foi tomada por motivos de segurança.
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