Presidente Seguro pressiona Governo com atraso nos apoios aos prejuízos provocados pela 'Kristin'

António José Seguro apela aos portugueses para que passem férias nas zonas mais atingidas pela tempestade do final de janeiro.

07 de abril de 2026 às 01:30
Seguro planta medronheiro em Proença-a-Nova sob o olhar atento da comunicação social Foto: Paulo Novais/Lusa_EPA
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António José Seguro avisou, a 8 de fevereiro, na noite em que ganhou a corrida a Belém, que os milhões prometidos pelo Governo para a reconstrução da zona Centro tinham de chega às vítimas rapidamente e que não iria aceitar demoras.

Esta segunda-feira, dois meses depois da tempestade do final de janeiro, iniciou a sua primeira Presidência Aberta, de cinco dias no terreno, para verificar que há “coisas que estão ainda muito atrasadas”. “Eu venho aqui ouvir para depois falar e, sobretudo, venho ver o que correu bem, o que correu mal, os apoios que estão a chegar, os apoios que estão a tardar”, afirmou o chefe de Estado, após visitar as obras de recuperação do Hotel da Montanha, em Pedrógão Pequeno, Sertã. Foi lá que deixou um apelo aos portugueses, para que “na altura de marcarem as suas férias possam ter em conta que um fim de semana ou uma semana nas bonitas paisagens do interior é uma ajuda”, e ouviu as preocupações de cerca de meia centena de moradores para quem o fecho de um troço da Nacional 2, devido ao risco de derrocada, significa isolamento. “Este é o único acesso entre margens para aqueles que usam ciclomotores, motorizadas, veículos sem carta e tratores. O outro acesso alternativo é o IC8, mas estes condutores não o podem utilizar e são o grosso da população destas localidades”, explicou o empresário Luís Dias. Seguro ouviu as queixas e prometeu levá-las à reunião semanal com o primeiro-ministro, que acontece esta terça-feira em Tomar.

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Em agenda ficou ainda um outro encontro, com especialistas, na próxima semana, para a melhorar a reação em casos de catástrofe, "para se tirar ilações e prevenir situações futuras", para que "o Estado possa dar uma resposta melhor e mais eficaz". Seguro disse não conseguir prever se, no final desta série de visitas, irá pedir contas ao Executivo de Luís Montenegro e sublinhou que o "Presidente da República tem a responsabilidade de cooperar com todos os órgãos de soberania para encontrar as melhores soluções". Mas não deixou de dizer que saiu de Belém para "fazer acelerar os apoios, para que eles possam chegar o mais rapidamente possível", e frisou que "o País não pode ter memória curta perante uma dor tão grande e tão longa". O programa incluiu a passagem por um parque de campismo, em Oleiros, por uma zona empresarial, em Proença-a-Nova, e por uma área de mato, em Vila de Rei, onde as Forças Armadas e os locais limpam os terrenos, preparando-se para os incêndios. 

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