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Seguro planta medronheiro em Parque Empresarial de Proença-a-Nova após prejuízos provocados pelo mau tempo

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, o mau tempo afetou as sete empresas do PEPA, causando prejuízos na ordem dos três milhões de euros.

06 de abril de 2026 às 17:07

O Presidente da República lançou esta segunda-feira mãos à terra e plantou simbolicamente um medronheiro à entrada do PEPA - Parque Empresarial de Proença-a-Nova, onde o mau tempo causou prejuízos na ordem dos três milhões de euros (ME).

No regresso ao parque empresarial, local onde tinha estado há cerca de dois meses em plena campanha eleitoral para as presidenciais, António José Seguro plantou a primeira de algumas árvores autóctones, tendo-lhe seguido o exemplo o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, que é também presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

"A democracia tem de ser bem tratada. Tem de ser regada, de apanhar sol e de apanhar também sombra", referiu na altura o Presidente da República aos jornalistas, depois de lhe ter sido perguntado se a democracia tinha de ser bem regada.

O chefe de Estado devolveu a "provocação" e desafiou os jornalistas e a restante comitiva a pegarem na enxada e também eles a deixarem plantados alguns medronheiros.

Dois meses depois, Seguro encontrou em Proença-a-Nova um parque empresarial "diferente" e "limpo".

"É um sinal muito positivo quando vejo empresários que, depois da infelicidade da tragédia, conseguem reerguer-se e continuar a dinamizar do ponto de vista económico e continuam a fixar empregos", disse.

Ao longo da visita a algumas das sete empresas instaladas no Parque Empresarial de Proença-a-Nova, o Presidente da República ouviu as preocupações de empresários que viram os seus negócios afetados e ainda pediu ao coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes, que explicasse que apoios podiam acionar para fazer face aos prejuízos de uma forma mais célere.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo, o mau tempo afetou as sete empresas do PEPA, causando prejuízos na ordem dos três milhões de euros.

A empresa Procerâmica - Cerâmica de Mesa foi a mais impactada, tendo os prejuízos ultrapassado um milhão de euros.

"No concelho de Proença-a-Nova o mau tempo causou cerca de 9 milhões de euros em danos em infraestruturas municipais. Se tivermos em conta os prejuízos em particulares e na floresta, temos danos na ordem dos 25 milhões de euros", informou ainda o autarca.

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