Protestos voltam à Assembleia da República
A proposta de Orçamento do Estado (OE) começa a ser discutida amanhã no Parlamento. A redução da despesa, para controlar o défice, afecta vários sectores de Administração Pública, desde a Saúde à Educação, que têm contestado fortemente a política governamental.
No dia 12 de Outubro cerca de 70 mil pessoas manifestaram-se em Lisboa, numa concentração marcada pela CGTP. Para dia 25 de Novembro a central sindical já agendou uma nova manifestação. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e a Frente Sindical da Administração Pública, afectos à UGT, têm previstas greves para os dias 9 e 10 deste mês, que se juntam às decretadas pela CGTP. Numa acção inédita, os guardas prisionais, através do seu sindicato, anunciaram uma greve entre os dias 6 e 9 de Dezembro.
José Sócrates, primeiro-ministro, é também secretário-geral do PS, e durante a sua campanha para a eleição interna socialista não conseguiu fugir aos protestos dos professores, que se fizeram ouvir um pouco por todo o País. Os professores são a classe que mais críticas tem dirigido e os profissionais de saúde acompanham os colegas da Função Pública.
O controlo orçamental através da despesa, nomeadamente as despesas com pessoal, e as novas Leis Orgânicas dos Ministérios e organismos, têm sido os pontos mais criticados pelos funcionários públicos, que em plena discussão do OE não se coíbem de voltar a manifestar o seu descontentamento ao Governo. A Assembleia da República tem ouvido e visto os protestos dos manifestantes, que não se pretendem calar tão cedo.
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