PS pede abertura para redução IVA de bens alimentares, Montenegro afasta-a para já

Primeiro-ministro alegou que este "é um tempo que exige sentido de responsabilidade, sentido de Estado, sentido de ponderação, sentido de equilíbrio".

04 de março de 2026 às 17:08
José Luís Carneiro no debate quinzenal no Parlamento Foto: Tiago Petinga/Lusa
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O secretário-geral do PS considerou esta quarta-feira que o Governo deve preparar-se para reduzir o IVA de bens alimentares em consequência da guerra no Irão, mas o primeiro-ministro pediu responsabilidade e que se aguarde pelo desenrolar do conflito.

Antes, no debate quinzenal, no parlamento, Luís Montenegro tinha admitido que o Governo poderá avançar com um desconto extraordinário e temporário do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para compensar uma subida dos combustíveis caso se verifique um aumento de 10 cêntimos face ao valor desta semana.

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Porém, para José Luís Carneiro, além da redução do ISP, o executivo PSD/CDS deveria também "avançar com uma redução do IVA sobre os bens alimentares".

Pediu, também, que sejam estimados os impactos desta guerra nos créditos à habitação, "cujos efeitos serão, a muito curto prazo, evidentes para a economia das famílias, para a economia do país".

Na resposta, o primeiro-ministro alegou que este "é um tempo que exige sentido de responsabilidade, sentido de Estado, sentido de ponderação, sentido de equilíbrio".

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"Teremos de aguardar o desenrolar dos acontecimentos para tomarmos as medidas mais adequadas", declarou.

Neste contexto, deixou uma crítica e também uma advertência ao secretário-geral do PS: "Se a cada movimento o senhor deputado vai exibir um leilão de reivindicações sempre com a ideia de que tudo é uma exceção, então não terá o Governo ao seu lado. Porque isso demonstra impreparação para agir como Governo", advogou.

José Luís Carneiro ripostou que basta olhar para as consequências económicas que outras guerras tiveram em Portugal "para se perceber os efeitos diretos e indiretos na economia do país".

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"Por isso, mais vale cedo prevenir do que tarde remediar. E essa é a razão pela qual lhe peço que vá preparando essas medidas para responder à economia das famílias", avisou o líder socialista, dirigindo-se ao primeiro-ministro.

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