PSD quer Centeno e presidente do CFP no parlamento para explicar previsões

Hugo Carneiro anunciou que o partido quer explicações acerca da divergência das previsões face ao excedente orçamental alcançado em 2025.

31 de março de 2026 às 16:51
Hugo Carneiro Foto: ANDRÉ KOSTERS/lusa
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O PSD quer chamar o ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e a presidente do Conselho das Finanças Públicas, Nazaré Costa Cabral, ao parlamento, para explicar a divergência das previsões face ao excedente orçamental alcançado em 2025.

O deputado do PSD, Hugo Carneiro, anunciou esta terça-feira, numa audição ao ministro das Finanças, que o partido vai chamar, em requerimento, Mário Centeno e a presidente do CFP "para explicar como existe uma divergência das previsões face aos resultados desde que a AD chegou ao poder".

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"Principalmente da parte de Mário Centeno, como é sabido, muito se disse sobre a eventual instrumentalização do BdP para a sua agenda própria e eventualmente política", disse o deputado social-democrata.

Joaquim Miranda Sarmento, numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, também salientou estas diferenças entre as previsões das instituições e o resultado final, reiterando que "as críticas políticas e sobretudo as críticas ao aumento da despesa líquida primária aconteceram a partir do momento em que a AD foi para o Governo".

Sobre o CFP, o ministro apontou vários factos, começando por sinalizar que as previsões de setembro do CFP em todos os anos, com a exceção da pandemia, "estão muito próximas do valor do saldo apurado", ou seja, têm um "modelo bastante bem calibrado".

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Sublinhou ainda que a revisão de setembro de 2025 do CFP, que mantém previsão de saldo nulo, "é feita na véspera da divulgação das contas nacionais do INE, que fez uma revisão do PIB nominal".

No que diz respeito ao Banco de Portugal, que faz previsões orçamentais desde 2023, o que "não é frequente os bancos centrais fazerem", o ministro salientou que as previsões que fez para o próprio ano "estão perfeitamente em linha com o resultado final, com exceção de 2025".

"Não farei qualquer consideração, cada um que está no espaço político e público poderá fazer seus corolários", concluiu.

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