PSD realiza jornadas parlamentares com três ministros e o antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas
Jornadas de terça e quarta-feira contarão ainda com a presença dos ministros Manuel Castro Almeida, Miguel Pinto Luz e Maria da Graça Carvalho.
O PSD realiza jornadas parlamentares na terça e quarta-feira em Caminha (Viana do Castelo), que contarão com a participação do antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, como orador convidado, e de três ministros num painel sobre o PTRR.
Na terça-feira de manhã, as jornadas com o tema "Portugal resiliência e ambição", começam com visitas ao Porto de Mar de Vila Praia de Âncora e ao paredão da praia de Moledo, no município de Caminha (distrito de Viana do Castelo).
Na sessão formal de abertura das jornadas, intervirão o líder parlamentar e secretário-geral do PSD, Hugo Soares, a presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, e o líder da distrital de Viana do Castelo, Olegário Gonçalves.
O primeiro painel será dedicado ao tema "As crianças e os ambientes digitais", depois de o parlamento ter aprovado na generalidade um diploma do PSD que regula o acesso às redes sociais a menores de 16 anos.
Hugo Silva, inspetor-chefe da Polícia Judiciária na área do contraterrorismo, Liliana Santos, atriz e influencer, Mariana Norton Reis, presidente da Associação Mirabilis, e Tiago Proença dos Santos, neurologista pediátrico, serão os participantes nesta discussão, moderada pela deputada Eva Brás Pinho.
Ao jantar, o orador convidado será o ex-vice-primeiro-ministro Paulo Portas.
Paulo Portas foi líder do CDS-PP entre 1998 e 2005 e, novamente, entre 2007 e 2016. Foi ministro da Defesa durante os governos PSD/CDS-PP liderados por Durão Barroso e Santana Lopes e começou por assumir a pasta dos Negócios Estrangeiros no executivo PSD/CDS-PP de Pedro Passos Coelho. Na segunda metade deste Governo, subiu a vice-primeiro-ministro.
As jornadas acontecem numa altura em que antigo primeiro-ministro Passos Coelho tem estado no centro da agenda político-mediática: depois de várias intervenções críticas para o atual Governo PSD/CDS-PP, o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, desafiou quem tem um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se como candidato à liderança e propôs que as eleições diretas se realizassem já em maio, em vez de depois do verão, como há dois anos.
Na resposta, Passos recomendou a Montenegro que se concentre na missão de chefiar o Governo "e se distraia pouco com o resto".
"Não será surpresa para ninguém porque já o tinha declarado publicamente que não estou candidato a coisíssima nenhuma", afirmou o antigo chefe do executivo, repetindo também que, se um dia, quiser ser candidato à presidência do PSD o dirá e que continuará a ter intervenções públicas sempre que entender "oportuno e importante".
O segundo dia das jornadas parlamentares do PSD vai começar com um painel sobre o programa Portugal Transformação Recuperação Resiliência (PTRR), lançado pelo Governo depois da sucessão de tempestades que atingiram o país e causaram 18 mortes e centenas de desalojados.
Para debater o programa, que está em fase de discussão pública, o PSD convidou os ministros da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, num painel moderado pela deputada Ana Gabriela Cabilhas.
O encerramento, pela hora de almoço de quarta-feira, será feito pelo presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro.
As jornadas parlamentares do PSD estiveram inicialmente previstas para 09 e 10 de fevereiro, mas foram adiadas devido ao mau tempo.
Assim, vão acontecer um dia depois de o novo Presidente da República, António José Seguro, ser investido e fazer o seu discurso inaugural perante a Assembleia da República.
As últimas jornadas parlamentares do PSD (as segundas da legislatura), que foram organizadas em conjunto com a bancada do CDS-PP, realizaram-se em Évora em julho do ano e tiveram como convidado principal Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pelos dois partidos na primeira volta das presidenciais, que ficou em quinto lugar, com 11,3% dos votos.
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