Pureza contra política do avesso do Governo para o Ensino Superior

Coordenador do Bloco de Esquerda referiu ainda a subida das propinas.

26 de março de 2026 às 17:55
José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda Foto: Lusa
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O coordenador do BE, José Manuel Pureza, considerou esta quinta-feira que os sinais dados pelo Ministério da Educação relativamente ao Ensino Superior são avessos do que deveria ser.

Em declarações à margem da sua visita à 17ª edição da Qualifica -- Feira da Educação, Formação e Juventude, a decorrer até sábado na Exponor, em Matosinhos, José Manuel Pureza, quando questionado sobre quais os sinais que chegam do Ministério da Educação afirmou à Lusa: "no essencial são sinais, a meu ver, completamente no avesso daquilo que devia ser. Desde logo a subida das propinas é, digamos, um fator de agravamento significativo daquilo que constitui hoje um regresso a uma grande seleção social na entrada e na permanência no ensino superior".

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"Nas últimas colocações, bem sabemos, houve muito menos colocações no Ensino Superior do que vinha acontecendo e isso teve uma cor social muito carregada. E a subida das propinas é, desde logo, o sinal mais errado. Mas, para lá dessa marca direta do Ensino Superior, é evidentemente a crise da habitação aquela que mais marca o quotidiano dos estudantes do Ensino Superior", continuou o líder bloquista.

Para José Manuel Pureza, "a condição de estudante deslocado é numericamente muitíssimo grande, e as famílias que têm baixos rendimentos, por essa razão, têm uma enorme dificuldade em que os seus mais novos cumpram, digamos, um sonho de ter formação superior".

Neste quadro, prosseguiu o político, "se nada for feito no sentido de atacar aquilo que são os 'nós górdios' do acesso em termos quer territoriais, quer sociais ao Ensino Superior, a tendência será claramente para um decréscimo que será muito marcado. E isso é uma desqualificação do país (...) porque em todos os cursos do Ensino Superior, de uma maneira muito genérica, a necessidade de formação de bons quadros para a economia e para a sociedade portuguesa fica posta em causa".

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