Secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, suspenso de funções
Juiz de Instrução alega ausência de associação criminosa mas confirma corrupção e abuso de poder.
O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, um dos quatro detidos no âmbito da operação Lúmen, foi libertado mas com "suspensão imediata do exercício de funções que vinha exercendo". Alberto Laplaine Guimarães fica ainda proibido "de frequentar as instalações do local onde exercia funções" ou "contactar, por qualquer meio (escrito, falado ou tecnológico), directo ou por interposta pessoa, com qualquer trabalhador do Município onde exercia funções", bem como "os demais arguidos do processo".
O juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira considerou não terem sido confirmados os indícios de associação criminosa, mas sim 14 crimes de abuso de poder, um de corrupção ativa e dois de corrupção passiva.
Um dos suspeitos - alegadamente o responsável pela empresa Castros - saiu em liberdade mediante o pagamento de 100 mil euros de caução. Tem dez dias para efetuar o depósito. Este arguido, tal como outro elemento da empresa detido no âmbito do mesmo processo, fica ainda suspenso do exercício de funções , probido de contatar funcionários e restantes arguidos.
Por último, a presidente da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS), Carla Salsinha, também foi "suspensa de funções na associação a que preside", bem como proibida de frequentar as instalações da mesma ou contactar qualquer trabalhador.
Em causa estão contratos relativos à instalação de luzes de Natal entre a empresa e a autarquia de Lisboa. Há suspeitas sobre outras câmaras.
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