Voto contra acordo ganha força dentro da UGT
Secretário executivo da central sindical, que é responsável pelo gabinete jurídico, anunciou que se vai opor. É o segundo dirigente a fazê-lo nos últimos dias. Decisão definitiva é tomada na quinta-feira.
Mais do que uma hipótese, o chumbo do pacote laboral pela UGT tornou-se mais provável, nos últimos dias. “Irei votar negativamente. Não houve progressos nos aspetos mais importante”, revelou na terça-feira um dos seus secretários executivos, Carlos Alves. O também responsável pelo gabinete jurídico da central sindical salvaguardou, no entanto, que não sabe se esta será a “posição maioritária” no Secretariado Nacional, que se reúne amanhã para se pronunciar definitivamente sobre a última proposta do Governo. Nós levamos muito a sério o funcionamento dos nossos órgãos”, afirmou, numa conferência organizada pelo ‘Eco’.
Menos dúvidas teve o secretário-geral adjunto Sérgio Monte, que, no sábado, disse ter “quase a certeza” que os cerca dos 85 sindicalistas que vão votar “se inserem” na maioria dos portugueses que rejeitam as alterações. Antes, é a vez do Presidente da República receber todos os parceiros sociais, numa última tentativa de que cheguem a acordo. O Executivo, partilhou na terça-feira a ministra do Trabalho, está convencido de que a UGT “saberá a honrar tradição de diálogo, reformismo, compromisso com País e empenho que trabalhadores tenham melhores condições”. Maria Rosário Palma Ramalho avançou que, se tal não acontecer, o caminho passa, mesmo assim, por encaminhar o pacote laboral para o parlamento, com a garantia de que este “não será um documento igual ao anteprojeto”. O líder da bancada do PSD, Hugo Soares, defendeu que “naquilo que vai ser a negociação parlamentar, os três [maiores] partidos terão de dialogar”, preparando-se os sociais-democratas para discutir o assunto com Chega e PS.
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