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"Maior atenção à miséria": Marcelo Rebelo de Sousa pede um ano melhor que 2019 em mensagem de Ano Novo

Presidente da República dirige mensagem a partir da Ilha do Corvo, nos Açores.

01 de janeiro de 2020 às 13:09
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'Maior atenção à miséria': Marcelo Rebelo de Sousa pede um ano melhor que 2019 em mensagem de Ano Novo

"Começar o ano num dos pontos mais longínquos do território físico do nosso Portugal, na Ilha do Corvo, é uma sensação única". Foi assim que o Presidente da República começou a sua mensagem de Ano Novo esta quarta-feira, transmitida a partir da Ilha do Corvo, nos Açores.

Marcelo Rebelo de Sousa começou por elogiar a ilha açoriana onde decidiu passar a passagem de ano para 2020, para rapidamente sublinhar questões como as desigualdades, a pobreza e os abusos pelos quais parte da população ainda passa. 

"Um ano melhor é o meu voto amigo e, mais do que isso, o meu assumido compromisso", prosseguiu o Presidente, para acrescentar que "2020 será um ano de começo de novo ciclo. Um ano que tem que ser de esperança, mais do que descrença ou desilusão".

Marcelo defendeu que, se "na Europa, esperança quer dizer governantes que reforcem a unidade", em Portugal a mesma palavra simboliza "Governo forte, concretizador e dialogante, para corresponder à vontade popular, que escolheu continuar o mesmo caminho mas sem maioria absoluta".

Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou esta que é a quarta mensagem enquanto Presidente para reforçar a importância do tema das alterações climáticas, o respeito pelos direitos humanos, procura de paz nos conflitos na Ásia, América Latina e África, soluções para emigrantes e refugiados e "maior atenção à miséria, à fome e à insegurança".

Como já tinha dito na posse do atual Governo minoritário do PS, em outubro, em que falou dos recursos limitados do país, o Presidente pediu que se concentrem esforços em várias áreas chave como a saúde, a segurança, a coesão e inclusão, o conhecimento e o investimento.

As Forças Armadas têm que ser "por todos tratadas como efetivo símbolo de nacional" e as forças de segurança "garantes de autoridade democrática", assim como a comunicação social terá de ser "resistente à crise financeira que a vai corroendo" e o poder local "penhor de maior coesão social, descentralizando com determinação e sensatez".

Mas para que estes objetivos sejam alcançados, afirmou ainda, é preciso "crescimento, emprego e preocupação climática duradoros", dando atenção à "inovação na ciência e tecnologia", na área da educação.

E pediu uma "mobilização cívica" para que "com esse crescimento" seja possível enfrentar "chocantes manchas de pobreza, estrangulamentos na saúde, carências na habitação, urgências para com cuidadores informais e sem-abrigo".

Na sua mensagem de Ano Novo, a quarta desde que é Presidente, Marcelo afirmou que o desejo de "um ano melhor" é o seu "voto amigo", mas "mais do que isso", o seu "assumido compromisso" num ano que é "um novo ciclo", no Mundo, na Europa e em Portug

O Chefe de Estado terminou a mensagem, dizendo que "Nós, portugueses, nunca desistimos de Portugal".

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