Lista da direção de Rio ao Conselho Nacional elegeu 21 dos 70 membros deste órgão este domingo.
Rui Rio aplaudido de pé no encerramento do 38.º Congresso do PSD
Ao contrário do que tinha sucedido nos dois dias anteriores, o líder social-democrata atravessou a sala de uma ponta à outra, rodeado de câmaras de televisão e perante os aplausos da maioria dos cerca de mil delegados.
Ao som do hino do PSD, Rio subiu ao palco para ser consagrado como líder do partido, já depois de serem conhecidos os resultados das votações para a Comissão Política Nacional, onde a sua lista foi eleita com 62,4% dos votos.
Entre os dirigentes mais aplaudidos ao subirem ao palco estiveram o novo presidente do Conselho Nacional, Paulo Rangel, talvez o mais aplaudido de todos, bem como os vice-presidentes Salvador Malheiro e André Coelho Lima e o secretário-geral, José Silvano.
Rui Rio sublinhou que quem só está na política para receber sairá "sem honra e glória", defendendo que só dando é possível marcar a passagem na vida pública. "O Homem vive com o que recebe, mas marca a sua vida com o que dá. Por isso, quando estamos na vida pública só conseguiremos marcar a nossa passagem com o que a ela damos", avisou.
A lista da direção de Rui Rio ao Conselho Nacional elegeu 21 dos 70 membros deste órgão, enquanto a lista de Paulo Cunha, apoiada por Luís Montenegro, conseguiu 16.
Saudação especial à delegação do CDS liderada por Francisco Rodrigues dos Santos
O presidente do PSD destacou hoje a presença da delegação do CDS-PP no encerramento do congresso do seu partido, dizendo que esta força política partilhou com os sociais-democratas o Governo do país em "momentos difíceis".
Rui Rio referiu-se à delegação do CDS-PP liderada pelo novo presidente democrata-cristão, Francisco Rodrigues dos Santos, logo nas suas primeiras palavras do seu discurso.
"Compreenderão que dirija um cumprimento em particular à delegação do CDS-PP, partido que, em diversos momentos - e alguns deles bem difíceis - partilhou com o PSD a governação do país. Como tenho vindo a dizer, tenho como muito relevante, senão mesmo como decisivo paria o futuro de Portugal, o diálogo entre os partidos políticos", declarou o líder social-democrata.
Governo de ambição "poucochinha" só permite pequenos aumentos de salários
O presidente do PSD aproveitou o discurso de encerramento para sublinhar que com a atual governação socialista os portugueses só podem ter uma ambição "poucochinha" e aumentos salariais que não ultrapassam os 0,7%.
"Com este Governo e com estas alianças parlamentares, os portugueses poderão ter aumentos salariais de 0,5% ou 0,7%, mas nunca terão os aumentos que os catapultem para os padrões de vida europeus", defendeu Rui Rio.
O líder reeleito do PSD alertou que "é cada vez mais estreita a diferença entre salário mínimo nacional e o salário médio" e que tal só pode ser alterado com a inversão do modelo económico.
"Sem alterar o seu modelo económico e sem coragem para seguir uma política reformista, o país nunca chegará aos padrões médios da União Europeia. Dito de outra forma, com esta governação os portugueses podem ter alguma ambição, desde que ela seja poucochinha", acusou.
Rio atacou também "a maior carga fiscal da história de Portugal", que classificou própria de uma governação "fortemente marcada pela ideologia comunista e socialista".
"Cobrar mais impostos para saciar a permanente vontade de crescimento da despesa pública corrente é marca da governação socialista, que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda acarinham e incentivam", criticou.
Rio pede mais fiscalização na saúde e fala em "relações comerciais menos transparentes"
"Coragem política" para pacto abrangente sobre descentralização
Rui Rio pediu também "coragem política" para fazer "um pacto político abrangente" sobre descentralização, considerando que o atual nível de assimetrias é próprio de "um país atrasado".
"A excessiva concentração de meios públicos e privados nas áreas metropolitanas, particularmente na de Lisboa, acrescida de uma lógica profundamente centralizadora, tem vindo a ser mortífera para o desenvolvimento do país", afirmou Rio, na sua intervenção no encerramento do 38.º Congresso do PSD.
Para o líder reeleito, "não é justo, nem sequer inteligente abandonar o grosso do território", considerando que tal condena parte do país à estagnação e, por outro, piora a qualidade de vida na capital, onde "tudo se concentra".
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