Marta Temido abandonou o cargo "já tarde", referiu Miguel Pinto Luz.
PSD sobre demissão de Temido: 'Uma ministra que nunca soube distinguir convicções pessoais das necessidades dos cidadãos'
O vice-Presidente do PSD, Miguel Pinto Luz, reagiu esta terça-feira, em nome do partido, à demissão da Ministra da Saúde, Marta Temido.
De acordo com Miguel Pinto Luz, Marta Temido "é uma ministra que nunca soube distinguir convicções pessoais das necessidades dos cidadãos". "Foi preciso que morresse uma mãe para que a ministra se demitisse", rematou ainda.
Para o partido, as suas decisões da Ministra da Saude, que abandonou o cargo, na opinião do partido, "já tarde", "vão ser sentidas no curto, médio e longo prazo" e "não resolve nenhum problema".
"O que fará Antonio Costa? Irá mudar de rumo em termos de politicas de saúde ou so escolherá um novo ministro e nada mudará?", questionou Miguel Pinto Luz, acrescentando que "é urgente que se mude a saúde em Portugal e se centrem as discussões para que os portugueses acedam aos melhores cuidados de saúde".
Questionado sobre o perfil que o PSD entende dever ter o novo ministro, Pinto Luz disse que cabe a António Costa escolher o seu elenco, mas frisou que o importante será mudar de política na área da saúde.
Já sobre a notícia de que o processo de substituição de Marta Temido não será rápido, como admitiu fonte próxima do primeiro-ministro à Lusa, o dirigente do PSD considerou que se insere numa tática de António Costa de usar "ministros como escudos".
"Temos mais um ministro zombie nas próximas semanas, mas o país não pode esperar, as grávidas não podem esperar, o país espera há muito por soluções", afirmou.
Questionado se António Costa deverá aproveitar a saída de Marta Temido para fazer uma remodelação maior, Miguel Pinto Luz respondeu apenas que o primeiro-ministro "fará as suas escolhas e será responsabilizado por elas".
O vice-Presidente do PSD termina culpando António Costa pela "falência do SNS".
A demissão da ministra da Saúde Marta Temido, anunciada hoje de madrugada, constitui a primeira baixa de 'peso' no XXIII Governo Constitucional, que tomou posse há exatamente cinco meses, em 30 de abril.
Marta Temido apresentou a demissão por entender que "deixou de ter condições" para exercer o cargo.
A demissão, já aceite pelo primeiro-ministro, foi noticiada de madrugada, mas hoje de manhã fonte oficial do gabinete de António Costa disse à Lusa que a substituição da ministra da Saúde "não será rápida", adiantando que o chefe do Governo gostaria que fosse esta governante a concluir o processo de definição da nova direção executiva do SNS.
Marta Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018, sucedendo a Adalberto Campos Fernandes, e foi ministra durante os três últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa.
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