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Álvaro Beleza defende que ida de Carneiro à Venezuela foi ato de fraternidade

No 25.º Congresso do PS, que decorre até domingo em Viseu, Álvaro Beleza salientou que os socialistas, além de solidários, têm na sua génese o valor da fraternidade.

28 de março de 2026 às 19:53

O socialista Álvaro Beleza defendeu este sábado que a recente viagem do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, à Venezuela, constituiu de um ato de fraternidade e "o resto é menor", após algumas críticas internas.

No 25.º Congresso do PS, que decorre até domingo em Viseu, Álvaro Beleza salientou que os socialistas, além de solidários, têm na sua génese o valor da fraternidade.

"O que o nosso secretário-geral acabou de fazer quando foi à Venezuela foi dar fraternidade aos portugueses que tiveram que sair de Portugal para ser felizes, a quem Portugal devia pedir desculpa porque falhámos por não ter um país melhor do que temos, e foi dar um abraço fraterno aos portugueses que estão fora de Portugal", salientou, depois de alguns socialistas terem criticado esta viagem.

Álvaro Beleza disse que "o resto é menor", pedindo que numa próxima viagem o líder socialista o leve consigo.

"Essa é uma marca que não podemos perder. E enquanto houver alguém que precise, o PS está lá", salientou.

Álvaro Beleza considerou ainda que José Luís Carneiro "é um homem de confiança" e que "a confiança e a decência também ganham eleições", dando como exemplo as presidenciais, que levaram António José Seguro até ao Palácio de Belém.

Carneiro esteve quatro dias na Venezuela, tendo visitado o parlamento nacional e mantido contacto com as comunidades nos estados de Miranda, Arágua, Carabobo e La Guaira.

A audiência com a presidente Delcy Rodriguez, que esteve prevista, acabou por não ocorrer.

Antes de Beleza, o eurodeputado Bruno Gonçalves considerou que "o maior desafio" do partido "é a sua modernização" e deixou algumas reflexões, considerando que o partido não precisa "apenas de caras novas" mas também de "novas caras", permitindo que os jovens possam falhar.

O socialista defendeu que "seria um erro achar que o PS disputa apenas um cenário de bipolarização com a direita radical" e que fazê-lo "seria condenar o PS a ser apenas um partido reativo à ação dos que ameaçam o nosso chão comum".

"O PS não é um grande partido de oposição, é um grande partido de proposição pela vida melhor dos portugueses", sublinhou.

Visando o Governo de Luís Montenegro, o eurodeputado acusou o executivo de levar a cabo uma reforma "contra o povo".

"Tal como o João Azevedo fez aqui em Viseu, seremos capazes de derrotar o Cavaquistão 1.0, como seremos capazes de derrotar a sua cópia muito pouco original no Governo de Portugal", rematou.

Momentos depois, João Torres, antigo secretário-geral adjunto, advertiu para uma revisão constitucional feita apenas à direita: "Por cada uma dessas portas que a direita abre unida, fecha-se uma porta que Abril abriu".

João Torres alertou que para o PS "resistir não basta" e que os socialistas têm que "acelerar o passo", convocando todos.

O líder do PS/Açores, Francisco César, defendeu que os socialistas são "não apenas um partido de oposição", mas também um "partido de construção" disponível para afirmar soluções e para devolver a confiança.

O socialista pediu também uma resposta concreta para os Açores, através de "projetos de interesse comum entre a República" e os açorianos capazes de resolver problemas estruturais em áreas como a educação, economia, habitação e mobilidade.

A antiga eurodeputada Margarida Marques defendeu que "é tempo de sermos mais vocais e desmontar aqueles que se dizem patriotas" como a AfD na Alemanha, o Fidesz na Hungria, o Vox em Espanha e o Chega em Portugal.

"O que estamos a assistir na Europa, no nosso país progressivamente, é aquilo a que nós podemos chamar o efeito espelho, com a política e os comportamentos do presidente Trump", atirou.

Também esta tarde, foi colocado à votação um requerimento que foi aprovado por ampla maioria, que propôs a transferência da discussão sobre as alterações estatutárias, inicialmente agendada para esta reunião magna, para um futuro encontro da Comissão Nacional do partido, de forma a aprofundar a "reflexão e a recolha de contributos adicionais".

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