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Ana Mendes Godinho acusada de injúrias e difamação pelo presidente da Câmara de Sintra

Participação, que foi enviada ao DIAP de Sintra a 13 de maio, dá conta de uma intervenção da ex-ministra na segunda reunião de Câmara onde é vereadora.

27 de maio de 2026 às 14:05

Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Sintra, denunciou junto do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) a vereadora socialista do município, Ana Mendes Godinho, por crimes de injúria e difamação a membros da autarquia. Em causa estão alegadas declarações da ex-ministra sobre a falta de acompanhamento à família de uma grávida guineense que morreu no Hospital Amadora-Sintra.  

A participação, que foi enviada ao DIAP de Sintra a 13 de maio, dá conta de uma intervenção da ex-ministra na segunda reunião de Câmara desde a tomada de posse da coligação PSD, Iniciativa Liberal e Pan, apurou o Diário de Notícias. A socialista terá criticado a autarquia pela falta de acompanhamento por parte dos serviços municipais à grávida que morreu.  

Sobre o caso, e anexo à denúncia, há ainda a ata de uma outra reunião a 18 de novembro de 2025, avança o DN, em que Ana Mendes Godinho terá feito observações sobre o incumprimento de protocolos para o apoio à família da grávida, devido à sua origem não portuguesa.  

Nessa reunião sublinhou ainda: “Espero que isto não resulte já de orientações que possam vir, nomeadamente, do acordo que existe com o Chega na vereação”. Com o comentário, Mendes Godinho, referia-se à atribuição de pelouros a dois dos três vereadores eleitos nas últimas autárquicas.  

Após as intervenções da vereadora socialista, Marco Almeida disse que iria fazer uma denúncia judicial por não aceitar os comentários de Mendes Godinho e considerou ainda que os vereadores foram “enxovalhados com insinuações”.  

O DN avançou que Ana Mendes Godinho ainda não foi notificada pelo DIAP de Sintra. Mas, ao tomar conhecimento da situação, através da notícia daquele jornal, deixou a nota: “não me intimidam com queixas-crime". 

Junto do DIAP, além das atas da reuniões, Marco Almeida apresentou como testemunhas seis vereadores, o chefe de gabinete e um diretor municipal. 

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