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Correio da Manhã

Política
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António Costa lamenta acidente "dramático" em Lamego

Primeiro-ministro afirma que quadro legislativo sobre pirotecnia "é bastante claro".
Lusa 5 de Abril de 2017 às 18:22
O primeiro-ministro, António Costa
O primeiro-ministro, António Costa
O primeiro-ministro, António Costa
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O primeiro-ministro, António Costa
O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira, no Luxemburgo, que existe em Portugal "um quadro legislativo que é bastante claro em matéria das fábricas de pirotecnia", e lembrou que nem todos os problemas se resolvem com alterações à lei.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita oficial ao Luxemburgo, António Costa começou por lamentar o acidente "dramático" de terça-feira em Lamego e apresentar condolências às famílias das vítimas mortais.

Questionado sobre as declarações do Presidente da República, que disse ser necessário lidar de forma mais eficiente com a atividade pirotécnica, o primeiro-ministro considerou que a lei já é clara e tem que ser cumprida, sublinhando que é necessário aguardar pelo resultado do inquérito para determinar o que falhou.

"Nós temos um quadro legislativo que é bastante claro em matéria das fábricas de pirotecnia, é uma atividade de risco. O que aconteceu é naturalmente lamentável, vamos ver os resultados do inquérito. Não me vou antecipar aos resultados do inquérito para saber onde esteve a causa do acidente, aguardemos para saber onde esteve a falha", declarou.

António Costa sublinhou todavia que não se pode "ter a convicção de que todos os problemas se resolvem em função das alterações da lei".

"Nós todos conhecemos o código da estrada e não é por isso que deixa de haver acidentes. Depois da lei é preciso ter em conta também como é que as pessoas agem na execução das atividades", reforçou, insistindo que é necessário aguardar pelos resultados do inquérito em curso e que não vale a pena "especular" sobre as causas das explosões.

De manhã, o Presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa, disse ser necessário lidar de forma mais eficiente com a atividade pirotécnica, na sequência das explosões que ocorreram em Lamego.

Em declarações aos jornalistas em Avões, Lamego, o chefe de Estado afirmou, no entanto, não ser este o momento para esse tipo de balanços, até para respeitar o luto dos familiares das seis vítimas mortais já confirmadas.

Seis pessoas morreram e duas estão ainda desaparecidas na sequência de explosões numa fábrica de pirotecnia.

António Costa, que se encontra no Luxemburgo desde terça-feira, e que prestava declarações à saída do Centro Cultural Português na Cidade do Luxemburgo, apontou que na noite anterior já falou ao telefone com o presidente da Câmara de Lamego e que tem mantido contacto com secretário de Estado da Administração Interna e todos os serviços do Estado que estão a apoiar, e que "responderam prontamente" ao trágico acidente.

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