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Apoios do Estado às consequências do mau tempo já são de 3,5 mil milhões de euros

"Nunca o país cortou tanto em burocracia", afirmou Luís Montenegro.

19 de fevereiro de 2026 às 15:42

O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira que o montante global de apoios do Estado para responder às consequências do mau tempo já ascendem a 3,5 mil milhões de euros, defendendo que existiram respostas excecionais a "um desafio excecional".

"Nunca o país cortou tanto em burocracia", afirmou Luís Montenegro, que falava no debate quinzenal no parlamento, o primeiro desde as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram 18 mortes em Portugal e provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A discussão parlamentar esteve inicialmente marcada para a passada quarta-feira, dia 11, mas o anúncio na véspera à noite da demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, - cujas competências foram assumidas transitoriamente pelo primeiro-ministro - levaram ao adiamento do debate: primeiro para sexta-feira e, depois, face ao agravamento das condições meteorológicas na zona Centro, para esta quinta-feira.

Na sua intervenção inicial, Montenegro afirmou que Portugal foi atingido por "uma sucessão de eventos meteorológicos extremos e sem precedente", que provocaram "um grau de destruição ímpar", reiterando o pesar às famílias das vítimas e a todos os afetados.

O primeiro-ministro defendeu que o Governo respondeu a "um desafio excecional com medidas excecionais", recordando a realização de três Conselhos de Ministros em oito dias para aprovar medidas urgentes.

"Perante a situação de calamidade, adotámos medidas sem precedente na celeridade, no impacto e na abrangência", defendeu, estimando que o pacote global de apoio - que no início ascendia a cerca de 2.500 milhões de euros -- já vai nos 3.500 milhões.

Passando em revista as principais medidas já aprovadas pelo Governo, Montenegro salientou que 14.491 pessoas já recorreram a apoio para reconstrução de casas e 3.662 aos apoios de urgência.

Do lado da economia, contabilizou 4.697 candidaturas às linhas de crédito para reconstrução e 6.131 candidaturas para apoio aos agricultores, além dos pedidos de 'lay-off' que abrangem 1.385 trabalhadores.

Por outro lado, destacou a proposta de "um regime excecional de urgência para acelerar processos e decisões no licenciamento, na contratação pública, nas regras orçamentais e financeiras e na limpeza florestal".

"Nunca o país cortou tanto em burocracia. Para garantir rapidez, trocámos o controlo administrativo prévio pela verificação a posteriori, tentando conciliar confiança com responsabilização", considerou.

Montenegro salientou ainda que, desde o quinto dia após a tempestade, está no terreno uma estrutura de missão e, no plano europeu, disse que o Governo esteve "desde a primeira hora em contacto com a Comissão Europeia" para poder acelerar o acesso a fundos europeus adequados

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